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Entrevista

11 perguntas para Rael

Artista lança seu novo álbum, ‘Coisas do Meu Imaginário’, com pocket show na Fnac Pinheiros. Saiba mais sobre esse novo projeto – e qual a sua relação com o número 11

Entrevista

11 perguntas para Rael

jenniffer.hoche • 23 de novembro de 2016 • 10h00

O número de faixas do disco, 11, na verdade é um número que te acompanha durante todo o processo de elaboração desse trabalho, certo?

Durante o processo esse número apareceu realmente muitas vezes. Eu olhava no relógio e eram 11:11, estava na fila do caixa do supermercado e era chamado no caixa 11… Eu viajei para Ouro Preto (MG) com o DJ que trabalha comigo, comentei essas coincidências com ele enquanto jogávamos uma partida de bilhar. Estourei as bolinhas e qual foi a primeira a cair na caçapa? A 11! Ele ficou todo arrepiado na hora. Depois disso eu comecei a buscar maneiras de me conectar com esse número, pois eu achava que tinha um significado. O álbum ia ter 12 faixas, mas deixei uma de fora para serem 11, e lancei o disco no dia 11/11 às 11 horas.

 

Como foi o processo de produção de Coisas do Meu Imaginário?

Foi bacana e bem ágil. Eu tive praticamente um mês de estúdio e comecei com nenhuma música cem por cento concluída. Sendo assim, fiz algumas pré-produções em casa duas semanas antes de entrar em estúdio: músicas só voz e violão, ou criava algumas batidas em casa mesmo, e ia mandando para o Ganja (Daniel Ganjaman, produtor musical). Então eu chegava ao estúdio por volta das 11 da manhã e ficava até às 21h gravando; depois, ia para casa e continuava compondo até depois das três da manhã.

 

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Você disponibilizou o álbum para streaming em plataformas digitais. Como é a sua relação com a internet? Você se considera uma pessoa bastante conectada?

Eu estou sempre conectado. Colocar o álbum nessas plataformas é mostrar o seu som para o mundo inteiro, é um modo de alcançar pessoas que ainda não conhecem o seu trabalho. Fora isso, estou sempre por aí, postando nas redes sociais coisas relacionadas à música e ao que eu faço, agenda de shows. Hoje em dia não tem como não estar conectado, e eu acho que ainda é só o começo: dá para piorar (risos).

 

Mas claro que também é importante o lançamento físico do disco. Inclusive, esse disco também será lançado em vinil?

Talvez mais para frente. O CD físico já está por aí à venda e quem sabe ele vire disco de vinil. Nós do rap sempre curtimos muito discos, tanto que quando a gente lança vinil sempre rola um novo show de lançamento do disco, quase como se fosse um álbum novo.

 

Qual a maior diferença entre esse álbum e os anteriores? E o que permanece como essência do seu trabalho?

A diferença é o amadurecimento. O tempo de estrada amadureceu minhas ideias, o jeito de compor, de cantar… E a junção disso com a oportunidade de trabalhar com o Daniel Ganjaman foi único. Como essência acho que é essa minha vontade de misturar o rap com outros ritmos, só que também mais maduro.

 

Você conseguiu reunir um time de artistas de peso para o clipe de Minha Lei. Como foi tornar esse encontro possível?

Era o momento certo para que isso acontecesse. Eu queria fazer uma homenagem ao rap, uma verdadeira comunhão de pessoas que fazem o rap e lutam por ele há anos. Assim que eu tive a ideia para o clipe de Minha Lei, pensei “vou ligar para a rapaziada toda” (risos). Além do rap em si, a gente queria homenagear a rinha; todas aquelas pessoas que estão no clipe começaram na rinha. Durante a gravação parecia que a gente tinha voltado no tempo; estávamos de novo naquela época, relembramos várias histórias. Foi uma coisa maravilhosa, a realização de um sonho mesmo. É difícil reunir tantas pessoas, ainda mais um time como esse, repleto de pessoas que eu admiro, que ouço desde moleque. Eu estava muito feliz naquele dia. O último que apareceu por lá foi o Mano Brown, na última hora; ele estava fazendo um show. Eu nem achava que ele ia, mas quando ele apareceu eu pensei “pronto, agora está o time inteiro mesmo!” (risos)

 

 

 

O quanto o trabalho dessas pessoas que estavam com você nesse clipe influenciam o seu trabalho?

Diretamente. O rap é um estudo, algo que você ouve e vai se aprofundando, que te acompanha ao longo da vida. Eu ouço rap desde pequeno, e em cada fase da vida eu tenho um artista que mais se conectou comigo, que falava mais comigo naquele momento. E isso fica para sempre. Ter todos eles reunidos no clipe foi grandioso.

 

O que te inspira a compor novas músicas?

É complicado descrever. Eu até coloquei o nome do disco como Coisas do Meu Imaginário porque tem músicas que eu realmente não sei de onde vieram, que peguei no ar. Às vezes eu pego o violão e já vou imaginando uma melodia; em outros momentos, a letra vem primeiro à cabeça. Isso varia muito de canção para canção.

 

A turnê do Diversoficando está acabando, mas você já está ansioso para pegar a estrada de novo com esse novo trabalho?

Muito! Nesses últimos shows da turnê eu já tenho colocado algumas músicas novas, duas ou três canções apenas, mas eu estou louco para começar a rodar com esse novo trabalho. Só que isso só deve acontecer no ano que vem mesmo.

 

Como é a sua preparação em dias de show?

Depende do cronograma, do tempo que eu vou ter antes do show. Em geral eu faço as coisas que tenho pra fazer em casa, depois sigo para o local do show, bem mais cedo para arrumar todas as coisas. Já a caminho de lá eu vou me conectando com a música, com o palco; fico mais introspectivo. Momentos antes sempre dá aquela ansiedade, aquele friozinho na barriga antes de subir no palco, mas depois isso passa e vamos que vamos.

 

E o que o público da Fnac pode esperar do pocket show de lançamento em Pinheiros?

Eles podem esperar boas vibrações, boas ideias. Um momento de celebração mesmo.

Por Carolina Porne