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Entrevista

Baby do Brasil: a menina ainda dança

Baby do Brasil continua a mesma menina mulher que cativa e aquece a todos com uma performance única na vida, música e palco. Agora ela lança ‘Baby Sucessos’ na companhia do filho, Pedro Baby

Entrevista

Baby do Brasil: a menina ainda dança

jenniffer.hoche • 06 de maio de 2015 • 16h57

Por Beatriz Saghaard

Baby continua a mesma menina mulher que cativa e aquece a todos com uma performance única na vida, música e palco. Com uma trajetória impecável a qual passou pelos inesquecíveis Novos Baianos que ela mesma denomina como uma experiência que proporcionou sua “primeira escola de vida e música”, a cantora e compositora lança com muita propriedade o CD e DVD Baby Sucessos — A Menina Ainda Dança (Coqueiro Verde). Esse novo trabalho é uma seleção de grandes momentos de sua carreira com o diferencial de ter a direção musical de seu filho, Pedro Baby. A relação musical naturalmente fazia parte do cotidiano de toda família, mas Pedro com sua guitarrinha sempre apresentou uma postura de seriedade com a música e agora chegou o momento de mãe e filho se encontrarem na hora e lugar certo. O projeto ainda foi lapidado com a direção de Paula Lavigne e Fernando Young e conta com as participações de Caetano Veloso e dos Novos Baianos Davi Cravalho e Jorginho Gomes. Mãe de seis filhos (Zabelê, Sarah Sheeva, Nana Shara, Pedro Baby, Krishna Baby e Kriptus Baby) e com a maternidade sempre a flor da pele, Baby do Brasil continua a mesma, legítima e presente na sua missão de fazer música. E não há como negar que a menina ainda dança, canta e encanta!

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Esse novo projeto reflete bastante sua trajetória e, simultaneamente, a grande diversidade de sua identidade musical. O que significa pra você ver o resultado desse trabalho?
Depois de quase duas décadas é uma delícia ver a semente dando fruto, que por sua vez deu semente e está dando fruto de novo. Para mim está se realizando aquilo que eu desejei quando comecei a minha carreira: que as pessoas entendessem a minha maneira de pensar e que eu pudesse contribuir com elas no íntimo de cada um. Que curtissem as melodias e vivessem momentos especiais. Que a vida se tornasse mais amorosa e espiritual. É muito bom ver toda a juventude cantando, entendendo e curtindo as músicas, assim como os nossos pais.

Foi difícil selecionar as canções, considerando o quanto seu repertório é vasto?
Sempre é um pouco difícil quando você tem muitas opções. Eu me baseei não no que eu gostaria mais de cantar, mas no que o Pedro, que é meu filho, diretor do show e guitarrista, gostaria de ouvir. Pois ele foi para mim o espelho de uma geração que certamente entenderia muito bem as músicas que na maioria ele sugeriu.

Esse foi o primeiro trabalho que você e o Pedro fizeram juntos? Como foi construída essa relação musical?
Desde pequeno, eu incentivei muito o Pedro, o levando para os shows com uma guitarrinha para que se ele tivesse talento para a carreira e o instrumento, ele pudesse ir tomando posse. Ele sempre se posicionou artisticamente, e não entrava no palco se não fosse apresentado. Creio que nossa relação com o palco e música começou aí, só faltava o momento certo e a hora certa para que essa intimidade musical pudesse ser revelada. Esse novo momento foi construído com muito amor, muita alegria e uma satisfação incrível. É gratificante e maravilhoso ver o Pedro se tornar um músico extraordinário e finalmente estarmos no palco juntos. Principalmente com ele tocando todas aquelas músicas de quando ele era pequenininho, só que agora na posição de diretor musical, dando sua contribuição às canções que são, na maioria, composições minhas e do pai dele (Pepeu Gomes). Além de que esse show musicalmente representa para esse novo tempo: ele traz essa mensagem matrix de que temos que sonhar sem medo para realizar, pois “tudo é possível àquele que crê”!

Baby e Pedro
 

Há também as participações de Caetano e dos Novos Baianos Dadi Carvalho e Jorginho Gomes. Conte um pouco o significado de cada um em sua trajetória e nesse trabalho.

Caetano tem uma importância fundamental na minha carreira solo, pois meu primeiro grande sucesso nacional foi com a música Menino do Rio, que ele compôs para mim. Essa canção tornou-se um clássico da música popular brasileira, o que me honra muito. Além de ser um artista absolutamente incrível e único, Caetano é generoso e um amigo muito querido. Tê-lo no show e no DVD é mais um sonho realizado e um grande presente! Receber os meus irmãos que moraram comigo durante 10 anos no tempo da ditadura no sítio “Cantinho do Vovô”, onde nós vivemos como Novos Baianos, é maravilhoso e emocionante! Jorginho Gomes, o baterista dos Novos Baianos e um músico extraordinário, é também meu parceiro musical, compôs comigo Telúrica. Ele é irmão de Pepeu e moramos juntos desde quando ele tinha 16 anos. Igualmente com Dadi, que era o baixista dos Novos Baianos, um amigo querido, também um músico fantástico. Tivemos momentos em família gratificantes durante aquele tempo de vida do grupo. Tê-los no show foi, para mim e para o Pedro, uma grande emoção e uma grande honra.

 

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Como foi o resultado da dupla de direção (Paula Lavigne e Fernando Young)?
O resultado foi excelente. Temos um DVD que buscou transmitir com fidelidade todos os grandes momentos do show, mesmo com a limitação de tempo para que não perdêssemos a qualidade de som e imagem. A Paula é uma profissional espetacular, que trouxe para esse trabalho a direção de Fernando Young, um excelente profissional. O resultado foi sensacional e todos poderão comprovar curtindo um som e imagem de qualidade que pode competir com qualquer DVD internacional.

photo 3O que de mais sagrado você leva de sua vivência nos Novos Baianos?

O que de mais sagrado eu aprendi foi o amor. O amor fraternal, o amor que se arrepende e perdoa e que gera frutos para a vida toda. Nos Novos Baianos nos tornamos uma família e embora não tivéssemos nascidos dos mesmos pais, vivemos com o mesmo respeito e os mesmos princípios como se assim fossemos. A comida, o aluguel, a luz e todas as contas eram pagas com os direitos autorais e shows. Todos, que ao todo eram 17 pessoas com as crianças, vivíamos do dinheiro desse ganho. O que queríamos provar ao mundo é que realmente só o amor constrói. E com isso recebemos de presente de Deus a benção de podermos tocar jutos todos os dias e fazer uma música que, por ser fundamentada numa vida em amor, tornou-se um movimento musical de uma grandeza tal que recebemos o prêmio, através da revista Rolling Stone de “Melhor CD de todos os tempos da Música Popular Brasileira.”Ali foi a minha primeira escola de vida e de música.

 

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Quando e como você começou a buscar a espiritualidade?

Na verdade, nunca fui mística. Não tive interesse pelo misticismo, a minha busca sempre foi encontrar Deus. Eu queria conhecer o Criador, o Autor de todas as coisas, o Eterno pessoalmente, em Espirito! Em toda Sua verdade, não só de ouvir falar. Ao longo da minha trajetória, fui descobrindo que era muito mais simples do que eu pensava. Desde criança, eu tinha visões com anjos e também com o “inimigo” e por causa dessas experiências, eu tive a certeza que, como dizia Shakespeare, “existe muito mais entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia”. Então, desde aproximadamente os meus seis anos de idade venho tendo experiências matrix, umas do bem e outras do mal, e aprendi a clamar a Deus que me apresentou o seu filho Jesus Cristo, e ao consolador, o chiquérrimo Espírito Santo, que só entra se for convidado, para que eles viessem na minha vida e cuidassem de mim, dos meus caminhos e da minha família. Foram muitos anos me acostumando com uma nova visão, até que um dia, em maio de 1999, eu tive um arrebatamento e conheci as coisas do céu e o que aconteceu comigo durante aqueles momentos mudaram para sempre a minha vida e todo meu conceito de espiritualidade. E hoje fiquei assim: totalmente matrix do bem.

A maternidade sempre foi presente em sua vida. Você planejava e se imaginava mãe de seis filhos?

Quando eu era criança, desejei ter filhos até formar um time de futebol. Depois, aos 12 anos, descobri a música na minha vida e desejo passou a ser que eu tivesse filhos que fossem músicos e um dia tivéssemos o privilégio de tocar juntos. Não foi bem um planejamento, mas um desejo muito forte no meu coração, eu sempre me imaginei mãe de muitos filhos. Para falar a verdade, eu ainda gostaria de ter, pelo menos, mais dois. (Risos). Mas não devemos ter filhos para nós mesmos, sabemos que filhos são preciosos e precisamos criá-los para a glória de Deus. (essa está forçando a barra, acho. Pode tirar) Isso envolve dedicação, entrar em todas as lutas com otimismo para conseguir as vitórias. Apesar de nós pais termos muitos defeitos, será sempre o amor que vai nos salvar. “Valeu a pena, êh, êh!”

O que mais aprendeu sendo mãe?
Que verdadeiramente o amor tem que ser incondicional para que produza frutos no Espírito e não na carne, onde existem as inimizades, contendas, ciúmes, intrigas, invejas etc. É no Espírito que esse amor sempre produzirá alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão e domínio próprio. Com certeza não é fácil conseguir esses frutos do Espírito, mas são eles que nos garantem viver em harmonia e nos perdoar dos nossos erros e poder começar tudo de novo e terminar tudo em vitória.

Esse projeto marca um novo momento de Baby do Brasil. Como é essa nova fase?
Na verdade, eu estou de volta, mas no futuro, porque tudo se fez de novo debaixo do sol. A minha voz continua a mesma… mas os meus cabelos… violeta. (Risos). Eu continuo a Baby da Menina ainda Dança, mas hoje sou também uma “posptora” e uma “apópstola” do Reino que não pode ser abalado. Continuo muito louca e super do bem e agora Andando em Santidade na Babilônia. Uhuu!

E a menina, ainda dança?
Sim! Dentro e fora da menina.циклевка паркета без пыли частный мастерBinary Options No Deposit Bonus