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Entrevista

Beth Carvalho: 70 anos de vida. 50 anos de samba

No mês em que completa 70 anos e divulga o 34º trabalho de sua trilha de 50 anos na música, Beth Carvalho fala com exclusividade à Universo Fnac sobre samba e a filha

Entrevista

Beth Carvalho: 70 anos de vida. 50 anos de samba

jenniffer.hoche • 03 de maio de 2016 • 15h30

O que motivou você a trilhar o caminho do samba?
Sempre gostei desde pequena. Minha mãe me levava para assistir aos desfiles das escolas e eu ficava encantada. De alguma forma aquilo sempre esteve dentro de mim.
Quais eram as suas influências musicais no início da carreira?
Algumas, mas a mais importante foi Clementina de Jesus. Quando a assisti no espetáculo “Rosa de Ouro” – que vi 13 vezes – me emocionei tanto que tive certeza que era aquilo que queria pra mim.
E hoje o que você escuta?
Samba! E música erudita.
Às vésperas de completar 70 anos, pode dizer quem são os autores ou intérpretes revelados por você que mais causam orgulho de ‘madrinha’?
Eu fico muito feliz em ter dado asas a tantos talentos. Me orgulho muito do Zeca, Arlindo, Sombrinha, de todos!
Você viu muita coisa mudar ou se transformar no samba? Pode comentar?
Embora tenha suas raízes fortes, o samba ganhou novas dimensões e um espaço mais do que merecido por suas contribuições à música, cultura e sociedade. Sobre mudanças, eu mesma fui responsável por uma delas quando incorporei a influência dos pagodes do Cacique, quando introduzi na música o banjo com afinação de cavaquinho, o tantan e o repique de mão.
Você tem uma filha, a Luana. Pode comentar de alguma lembrança de vocês juntas dentro desse universo do samba?
A melhor delas foi ter tido a oportunidade de gravar um samba composto por ela: “Arrasta a sandália”.