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Entrevista

Jim Carter relembra a trajetória de seu personagem

Você está sentindo falta do Sr. Carson? O ator que o interpreta também! Confira bate-papo exclusivo com ele sobre o encerramento da série

Entrevista

Jim Carter relembra a trajetória de seu personagem

jenniffer.hoche • 31 de maio de 2016 • 10h00

Parece que mordomos estão em ascensão…

Mordomos em ascensão? Sim, o mercado está bastante aquecido na China. Talvez haja um spin-off por lá. Imagine só: Carson’s Academia de Mordomos. Eu poderia começar uma escola lá fora, talvez…

 

Como foi a cena do beijo com Phyllis Logan? Foi um momento único para os fãs da série.

Essa é uma pergunta para Phyllis, eu acho! Tenho certeza de que balançou seu mundo (risos)! Nós ficamos juntos como duas tartarugas velhas, rastejando até a praia ao longo de seis anos. No final da quarta temporada ficamos de mãos dadas, na quinta temporada eu propus. As pessoas sempre me perguntavam “quando Mr. Carson e Mrs. Hughes vão ficar juntos?”. Aquele beijo foi um momento incrível. Vivi alguns momentos encantadores ao longo da série: quando consolei Lady Mary, por exemplo. Esses momentos bastante emocionais são raros para os personagens que são funcionários da casa. E garanto que após aquele beijo Phyllis nunca mais foi a mesma mulher! (risos)

 

Você já se pegou comportando-se como seu personagem na vida real?

Espero que não! Minha esposa responderia “nunca! O serviço em casa é terrível!” (risos). Não levo o personagem para casa: quando a gravação acaba, deixo Carson no estúdio.

 

Como você acha que a série vai ser lembrada? E como você vai se lembrar dela?

Espero que com muito carinho. Nós certamente sentimos muito carinho vindo em nossa direção. Acredito que tenha chamado a atenção de tantas pessoas por ser uma série cem por cento realista, apesar de apresentar uma visão romântica do momento histórico. Creio que os fãs vão olhar para Downton Abbey com nostalgia. Quanto a mim, é difícil quantificar como vou me sentir. Quando você trabalha como ator se acostuma com esse ritmo de conhecer pessoas rápido, trabalhar junto por vários dias e, de repente, acaba. Isso faz com que você sempre siga em frente, eu gosto desse ritmo. Só que essa foi a primeira vez que fiz um personagem recorrente por tanto tempo. Não sou tão entusiasmado com esse tipo de rotina; nos últimos anos Downton Abbey ditou a minha vida, de fevereiro até agosto. Parte de mim está ansiosa pela liberdade de fazer outras coisas, mas parte de mim não sabe o que vai fazer sem a série. São sentimentos mistos.

 

Se houvesse um filme Downton Abbey, você participaria?

Esse filme existe mais na mídia e na imaginação dos fãs do que na realidade. Não houve nenhuma ação concreta. Muita coisa ainda teria que acontecer e teria que ser uma história boa, não apenas para arrecadar dinheiro. E teria que ser um roteiro independente, que não precisasse de conhecimento prévio da série, para não afastar o público. Enfim, um filme Downton Abbey deveria ter uma história tremenda, e acho que deveria ser bem focada em Carson! (risos)