Localização

Bem-vindo ao Universo Fnac! Para que sua experiência seja a melhor possível, defina sua localização:

Entrevista

Eles deram o salto da garagem para o palco

Conheça a vencedora do EDP 2016 e escolha as finalistas de 2017.

Entrevista

Eles deram o salto da garagem para o palco

Ricardo Feltrin • 08 de abril de 2017 • 17h16

Alma musical

O Soulvenir é originário de São Luís, Maranhão, formado em meados de 2011 por Adnon Soares (vocal/guitarra/violão), Domingos Thiago (guitarra), Sandoval Filho (sintetizadores/beats), Wilson Jr. (bateria) e Marlon Silva (baixo), e mantem a formação original até hoje.  Vencedores da edição 2016 do EDP LIVE BANDS (concurso europeu),  a banda apresenta suas influências e o cenário musical maranhense.

  1. Quais são as principais influências da banda?

Boa parte da base musical do Soulvenir vem do rock e suas vertentes, mas exploram  a mescla com outras linguagens musicas como trip hop, jazz, eletrônico, dub, dubstep e ritmos regionais. Como somos cinco integrantes, as influências musicais são bastante diversificadas, mas algumas influências nossas passeiam por Nação Zumbi, Deftones, Korn, Radiohead, Muse, Portishead, XX, Gorillaz, dentre outros.

  1. Como vocês veem a cena de música independente em São Luis e quais características regionais que marcaram a banda?

Acreditamos que São Luís é uma das cenas culturais mais diversificadas do Brasil, desde uma variedade enorme de ritmos regionais, até as mais variadas linguagens musicais, como por exemplo, as radiolas de reggae, tambor de crioula e bumba- meu-boi (que acabam sendo um dos pontos mais característicos da cidade), até as manifestações musicais que passam pela mpb, nova mpb, rock alternativo, metal, rap e hip hop, que tomam conta das noites ludovicenses.

Em algumas de nossas canções, utilizamos células rítmicas de tambor de crioula, tambor de mina, bumba-meu-boi, transpostas para elementos eletrônicos, ou em algumas ideias de bateria e percussão. Também flertamos com outros ritmos nordestinos e africanos.

  1. Quais são as vantagens e desafios de produzir música própria, em inglês, e fazer carreira no Brasil?

Encontrar um nicho, ainda que tímido comparado a grande proporção do que é oferecido musicalmente atualmente, é um dos desafios em apostar na própria música (independente do idioma, mesmo sendo um pouco mais complexo quando não se compõe no idioma nativo). Mas contando com os recursos de divulgação oferecidos atualmente, o fato de compor em inglês pode abranger um público bem maior, independente de território, lembrando que o principal está na emoção e na verdade retratada pelo artista/banda/compositor.

      4. Como vocês conheceram o Concurso EDP de bandas, como foi o processo de seleção?

Conhecemos através de postagem de amigos em comum em uma rede social, e resolvemos nos inscrever, ainda sem conhecer muito bem a proposta do EDP Live Bands. Tempos depois, recebemos a notícia que fomos selecionados para a próxima etapa, através do júri técnico,  e daí por diante tivemos a dimensão do que era o EDP e o NOS Alive.

Todo esse processo da segunda fase foi bem inusitado, por que não esperávamos todo o apoio que recebemos do público maranhense. Para nós e para o público era algo inédito acontecendo no cenário musical do estado.
Até chegarmos na grande final, onde pudemos contar com o apoio do público, foi um período de bastante ansiedade, e, principalmente, gratidão por muita energia positiva doada por tanta gente, mesmo pessoas desconhecidas.
Uma das poucas vezes onde vários bares, casas de shows, emissoras de rádio e tv, jornais estiveram unidas.
Outro ponto foi o apoio da Thaynara Og, que conhecemos pessoalmente por conta desse período de votação e grande final do EDP. Somos realmente gratos a tudo que ocorreu durante esse processo.
Levamos toda essa energia pra final, com o intuito de dar o nosso melhor, cada um com sua história até o momento do último acorde.

  1. Vocês já haviam participado de outros concursos de bandas? O que vocês destacam de diferencial entre o EDP e os demais?

Participamos de alguns concursos sim, inclusive o primeiro show do Soulvenir foi por meio de um concurso, em 2011, para uma vaga no festival independente Ponto CE. Um dos diferenciais do EDP Live Bands foi justamente à iniciativa de busca por novos talentos, saindo de outro continente, aproximando o cenário alternativo independente brasileiro, de um festival já conceituado como o NOS Alive. Além de demonstrar outras possibilidades musicais que rolam no Brasil, além do sertanejo e funk, que atualmente são tendências dominantes no país.

  1. Como foi a experiência de tocar no NOS ALIVE em Portugal? O que realmente surpreendeu vocês? 

Hugo-Macedo-www.hugomacedo.net-1E9A1426-1024x683
Foi uma das experiências mais surpreendentes que vivemos até o momento. Foi o nosso primeiro festival internacional. Contamos com o melhor tratamento possível, e o fato de participar da edição de 10 anos do festival, além estar ao lado de nomes de importância na nossa formação musical (Robert Plant, Pixies, Radiohead) e ter isso como uma vitrine para o nosso trabalho, é algo que fica marcado na memória. Ver a aceitação da nossa música, por um público tão diversificado, é uma sensação marcante.

  1. Vocês vão lançar um novo álbum pela SONY, como foi o processo de criação deste disco?

Começamos o processo de composição do nosso segundo álbum em meados do final de 2014 e início de 2015, tendo como ideia inicial gravar de maneira independente. Passamos alguns meses no processo de criação, aproveitando composições do nosso vocalista, Adnon Soares, chegando ao repertório de 10 canções.  Lançamos uma faixa prévia do trabalho, “Old Evil”, e dividimos nosso tempo entre as gravações do álbum e uma turnê pelo Nordeste. Após boa parte do álbum já gravado, surgiu a oportunidade de inscrição para o EDP Live Bands Brasil, onde resolvemos adiar o prosseguimento dos trabalhos, contando com a possibilidade de vencermos o concurso.  Uma das curiosidades foi o fato do computador onde estávamos gravando o álbum ter sido furtado nesse meio tempo. As coisas acabaram se organizando e conseguimos, em meio a tantas variações, finalizar as gravações do “Uterearth”, pela Sony, nos estúdios Casa do Mato (RJ), em parceria com o produtor musical Rodrigo Vidal, no final de 2016.

Uma das influências da experiência de tocar no exterior foi à possibilidade de conhecer mais equipamentos e experimentar variações de timbres nesse trabalho.

  1. Quais são os planos da banda para 2017? 

Lançar o “Uterearth” e ampliar ao máximo o alcance da nossa música, se possível com bastante shows, dentro e fora do país.

EDP 2017 – votações até 14/04

A Fnac apoia o concurso de novos talentos da música EDP LIVE BANDS, que projeta artistas brasileiros para o cenário europeu. Em sua segunda edição, o concurso busca de novas bandas de rock e pop rock para tocar no Festival NOS ALIVE em Portugal 2017 e gravar um CD pela Sony Music.

PARTICIPE DA VOTAÇÃO ATÉ 14/04 NO LINK: edplivebands.edp.com.br

A grande final será no dia 06/05.

Discografia:  “Galaxy Species” e Uterearth