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Entrevista

Entrevista: Miguel Falabella

Ninguém é uma coisa só. E, quando uma pessoa se torna pública, ela acaba escolhendo uma de suas faces. Miguel Falabella passeia entre tantas formas de arte, que outros lados podem aparecer. Pensamentos diferentes, sensações em áreas tão distintas da vida. É o que ele acaba mostrando no seu novo livro de crônicas, Vivendo em […]

Entrevista

Entrevista: Miguel Falabella

jenniffer.hoche • 17 de junho de 2011 • 14h30

Ninguém é uma coisa só. E, quando uma pessoa se torna pública, ela acaba escolhendo uma de suas faces.

Miguel Falabella passeia entre tantas formas de arte, que outros lados podem aparecer. Pensamentos diferentes, sensações em áreas tão distintas da vida. É o que ele acaba mostrando no seu novo livro de crônicas, Vivendo em Voz Alta.

Falabella conversou sobre o livro, inspirações e rotina com o Blog Fnac. Confira o resultado:

Blog Fnac: A inspiração pode vir muitos lugares. Você consegue identificar onde nasce sua inspiração na hora de escrever uma crônica?

Miguel Falabella: Eu me inspiro sempre no cotidiano, no que está acontecendo no mundo à minha volta. É no cotidiano que tudo acontece, e que acontece sem máscaras, mais verdadeiro, cru e belo, porque é sempre natural. E é um retrato da vida da gente, não da vida inventada que  a gente vê no cinema ou no comercial.  É nesse cotidiano que nos mostramos humanos.

BF: Você consegue exemplificar onde está sua inspiração em casa, no palco, no amor, no mundo e na vida (já que “Vivendo em Voz Alta” é dividido assim)?

MF: Meu editor fez essa divisão no livro para organizar as crônicas. Um dos títulos que pensamos foi: os cinco lugares onde a vida acontece, porque são todos palcos de nossa existência e estão assim também interligados.

BF: Você tem uma rotina de escrita ou senta para escrever quando sente que encontrou um tema?

MF: Eu geralmente escrevo porque tenho prazos.  Mas prefiro a noite, quando a cidade está tranquila. Geralmente tenho uma cena na cabeça e no decorrer da crônica alinhavo outras histórias que conheço.

BF: No palco, na TV, em entrevistas, você sempre mostra um homem exuberante e, quando ouvimos sua poesia ou lemos suas crônicas, a impressão é de um homem introspectivo. Você acredita que os mesmos fãs que te assistem são os que te leem? Você identifica essa diferença?

MF: Eu gosto de comédia, de atuar, traduzir, escrever e adoro este gênero para TV e Teatro.  Gosto do popular, da risada rasgada, de provocar alegria e sei que isso funciona muito para a TV. Nos meus escritos têm sempre um traço autobiográfico, de vida real, de falar de coisas sérias e é o que coloco nas crônicas e livros. Gosto de pintar cenas, imagens, levar os leitores ao meu mundo visual, às cenas que estão em minha cabeça, em minha memória.  Acho que as pessoas sempre me viram como alguém que não tem um único lado. Me viam de modo espiritual na época do vídeoshow. E tenho um pouco de tudo. Nessas crônicas eu trago toda essa bagagem de reflexão sobre a vida e que gosto de dividir com as pessoas.

BF: Falando em rotina, você tem uma rotina? Com espetáculo em cartaz, projeto de novela, lançamento de livro… Você mantém alguma rotina que acha importante?

MF: Sim, mantenho uma rotina de prioridades, senão não consigo fazer o essencial do que me proponho. Por exemplo, não pude comparecer a inúmeros pedidos em entrevistas na TV pois meu tempo é escasso. Cuido primeiramente da saúde para poder atuar e dirigir a peça; tempo diário para escrever a novela; trabalhar a ideia de novos projetos, inclusive do próximo livro, que será um romance sobre dos meus antepassados.

MF: Em um texto, você disse que nunca foi o escolhido para ser protagonistas e coisas do tipo. Você acha que o reconhecimento em tudo o que você faz, nasceu onde?

BF: Eu sou obsessivo. Veja o texto escrito para a orelha de meu livro por Maria Carmem Barbosa.  Conviver comigo não é fácil porque para fazer as coisas funcionarem é preciso trabalhar focado, atento, regrado ou tudo pode dar errado.  E eu não entro em nenhum projeto que possa fracassar por conta de erros banais.  Imprevistos existem, mas não estou falando disso.

BF: Qual o livro que mais te marcou? Por quê?

MF: Eu prefiro dizer um autor: Rubem Braga, de quem sou grande fã. Vem dele o título que peguei emprestado, ele diz que escrever é viver em voz alta, e esta é a minha forma de escrever, porque gosto de escrever sobre a vida e, ao publicar, tudo fica público.

BF: Qual livro está na cabeceira da sua cama hoje?

MF: O meu (risos). Releio as crônicas e todas me emocionam. Há um pedaço de vida que dediquei em cada uma delas e penso que elas falam da vida de todos nós.

Resultado do concurso divulgado no Twitter e Facebook da Fnac:

Os ganhadores dos livros autografados são Vitória Doretto, Rosa Maria Mendes da Silva, Diana Tabarelli Matias, Leonardo Coelho Negri e Plácido de Araújo! Parabéns!turkishукладки видеокупить косметикураскрутка сайтов в гуглеhow to trade Volatilityпрограмма для взломаправославная церковь возрождения