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Entrevista

Fernanda Young: “família para mim é sanidade”

Autora comenta sobre seu novo livro, ‘A Mão Esquerda de Vênus’, e a importância da maternidade e da presença da família para o equilíbio

Entrevista

Fernanda Young: “família para mim é sanidade”

jenniffer.hoche • 03 de maio de 2016 • 20h17

Roteirista e escritora, Fernanda Young lançou, em 1996, seu primeiro livro, intitulado Vergonha dos pés. Caso raro no mercado editorial, Young publicou 11 livros, dentre os quais os best-sellers Aritmética e Efeito urano, um livro de poesia, Dores do amor romântico, e novas experiências narrativas, como A louca debaixo do branco, o qual ganhou prêmio Jabuti de melhor projeto gráfico por Edu Hirama. Escreve atualmente o romance O piano está aberto, a ser lançado em outubro desse ano. Em maio já é possível adquirir seu mais novo livro de poesias, ‘A mão esquerda de Vênus’.

Lançando agora ‘A mão esquerda de Vênus’, segundo livro de poesia, o que mudou em você desde o primeiro, que afirmou que seria o único?
Fiquei mais corajosa. E como só uma coisa a fazer sobre o tempo, afora aceitar que ele é inevitável, creio ter ficado mais sábia. Sou uma colecionadora de experiências – minhas e dos amigos.

Você ganhou o Jabuti com ‘A Louca debaixo do Branco’, que apresenta uma nova experiência narrativa. Como você faz para desenvolver a criatividade artística em seus filhos?

Basta a vivência em casa. Somos criadores, eles vivem entre artistas. A experiência é cotidiana, natural, sem obrigações.

Um bom contador de histórias é um bom observador?

Sim. E um bom ouvinte. Mas antes de tudo, uma pessoa que deve ter liberdade.

Suas histórias retratam estritamente relações que você vê na vida real?

Sim, mas não são biográficas. Eu escrevo o que vejo.

Como está o processo de criação de ‘O Piano Está Aberto’, romance que será lançado em outubro deste ano? Pode comentar um pouco sobre ele?

Agora irei me dedicar mais ao romance. É sobre um assunto que amo: triângulo amoroso. E sobre depressão. Glória quando está em crise toca piano genialmente. E ela não consegue abrir mão desse estado criativo em nome da sanidade.

Você criava histórias sobre o que observava no universo infantil para contar a seus filhos?

Não. Sou uma autora de histórias intensas. Minhas filhas mais velhas já são leitoras assíduas. Os menores estão adquirindo o hábito da leitura agora. Contar história é meu trabalho. Quando estou com meus filhos quero lazer, mesmo que eu os esteja educando.

Como você enxerga o papel do pai na criação dos filhos?

Fundamental. Eu escolhi Alexandre a dedo para ser pai dos meus filhos.

Dois de seus filhos são adotivos. Pode nos contar um pouco sobre esse processo e sobre o que levou você a fazer essa escolha?

Sempre soube que teria a Catarina. Ela é um reencontro. John foi a grande surpresa da minha vida. Acho que toda gestação deve ser como é. Eles nasceram para a gente como foi possível.

Muita criança abandonada seria adotada com mais facilidade se seus pais simplesmente assinassem um documento antes da entrega do filho. O que você pensa a respeito disso?

Que deveria ser feita uma campanha ativa sobre o assunto, sem hipocrisia, sem religião envolvida. Mas creio estarmos longe desse momento de maturidade nacional.
Qual o significado de família pra você?
Sanidade.

Como é a sua rotina com seus filhos?

Disciplinada, alegre. Somos uma família bem alegre.

Tem uma dica para quem busca o equilíbrio entre vida profissional?

Disciplina, determinação. Realizar sonhos dá trabalho!

 

‘A Mão Esquerda de Vênus’ – novo livro de poesia de Fernanda Young, disponível em maio na Fnac.

LIVRO_Fernanda Young

Por Jenniffer Hoche