Localização

Bem-vindo ao Universo Fnac! Para que sua experiência seja a melhor possível, defina sua localização:

Entrevista

Fnac, pipoca e boas risadas

Com cenas gravadas na Fnac Pinheiros, longa estrelado por Tatá Werneck e Daniel Furlan chega aos cinemas em fevereiro

Entrevista

Fnac, pipoca e boas risadas

jenniffer.hoche • 01 de fevereiro de 2017 • 10h00

Como foram as gravações de TOC – Transtornada Obsessiva Compulsiva?

Tatá Werneck: Filmar o TOC foi muito legal. Eu estava num momento de muita correria, tinha emendado as duas novelas direto com o Multishow, direto com o filme. Então foi meio no susto que tudo foi feito apesar de o filme estar sendo concebido e preparado há muito tempo. Eu encontrei uma equipe já tão preparada e tão certa do que queria, que eu precisei só respirar e começar. E é um elenco maravilhoso, que eu sou muito fã. A Vera Holtz, por exemplo, sou fã demais. O Bruno Gagliasso, que eu acho genial, um dos atores mais talentosos da geração dele. Foi incrível.

Daniel Furlan: Foram divertidas, fora acordar cedo, a insegurança aterrorizadora de não estar indo bem, ter dado a ideia idiota de descolorir o cabelo, terem gostado da minha ideia idiota de descolorir o cabelo, ter que ficar lavando o cabelo com um xampu roxo, dormir pouco e as longas horas de espera.

 

E as cenas gravadas na Fnac, foram divertidas?

TW: Uma das cenas que a gente mais gostou de gravar foi feita na FNAC… Só que as cenas foram filmadas de madrugada, né? Então você tá assistindo o filme, tá pensando “Ai que legal, a FNAC”, mas nós estávamos passando mal de sono (risos). De qualquer forma foi muito legal, porque a gente estava gravando e com vontade de comprar coisas ao mesmo tempo.

DF: As cenas na Fnac em especial foram legais porque eu ficava folheando livros e revistas da loja enquanto aguardava. Espero não ter amassado nada…

 

TOC_FNAC_3
 

Daniel, como você se preparou para viver um funcionário nosso?

DF: Não fiz nenhuma preparação específica para viver esse personagem e agora que tive que responder isso me senti um pouco mal (risos).

 

TOC_FNAC_1Tatá, o que você tem em comum com Kika? E no que são totalmente diferentes?

TW: O que eu acho que tenho em comum com a Kika foi o momento de vida, esse momento em que de repente você vê que está vivendo tudo aquilo que sempre sonhou, mas, na verdade, percebe que se você não é feliz com pouco, você não vai ser feliz com muito. Então, acho que me fez pensar muito nessa euforia toda que a mídia traz… E, na verdade, o que faz com que a gente tenha paz mesmo é tudo o que está na base, e não o que está no topo.

 

Kika é a sua primeira protagonista no cinema. Você pretende continuar fazendo filmes ou o seu foco será a TV?

TW: Eu pretendo continuar sempre trabalhando, eu amo muito o que eu faço. Teatro, cinema, TV… Cinema ainda é onde eu tenho menos experiência. Pretendo continuar me aperfeiçoando, aprimorando, porque eu tenho muito o que aprender ainda no cinema. Acho que o teatro é o lugar onde eu me sinto mais em casa, mas fazer cinema é a arte que todo ator almeja, porque é feito com muito primor, muito cuidado. Apesar de eu ter entrado no projeto muito afoita, porque eu saí da novela e no dia seguinte já estava fazendo, o cinema tem esse tempo de respiro, esse laboratório… E é uma história que fica sacramentada, eternamente aquela obra está ali. Tem que ter muito respeito pelo cinema quando for fazê-lo.  

 

Daniel, além de ator, você também já foi apresentador de TV, inclusive a frente do Último Programa do Mundo, quanto a MTV foi fechada. Como foi essa experiência?

DF: Por mais que possa parecer um paradoxo, me sinto honrado por ter participado tão ativamente do fechamento de um canal que foi muito importante para mim quando criança e adolescente. Acho pouco provável que um show como O Último Programa do Mundo tivesse sido aprovado em outra emissora ou mesmo na MTV Brasil em outra circunstância. Mas isso possibilitou que mesmo depois do fechamento do canal a gente seguisse com uma 2ª temporada em 2014 no YouTube e agora uma 3ª que vai ao ar esse ano na FX.

 

TOC_FNAC_1No filme, Kika tem um fã obcecado por ela. Na vida real você já passou por alguma situação constrangedora e/ou engraçada com um fã? O que aconteceu?

TW: Já passei por situações com fãs muito maravilhosas, de fãs que se tornaram amigas minhas, desde a época em que eu fazia teatro em Campo Grande, e já passei por situações perigosas. Já tive fã que inventou que dormiu comigo, já tive fã obcecada que, do nada, começou a me seguir… Eu já passei por muitas situações. Mas os meus fãs são muito legais: tem senso de humor, são muito cuidadosas com o que vão fazer pra mim e sempre me emocionam e me surpreendem. Eu sou muito fã dos meus fãs.

 

Quais atores e/ou atrizes que mais admiram?

TW: Tem muitas atrizes que eu admiro. A Fernanda Torres eu admiro muito, a ponto de eu já ter gravado comercial com ela, já encontrei com ela várias vezes, e eu acho que eu acabo sendo tão antipática porque eu fico muito nervosa quando a vejo, eu acho ela muuuuito genial, muito versátil… Ela é boa no teatro, ela é boa na TV, no cinema, ela é boa em drama, em comédia, ela é autêntica… Também sou fã da Andreia Beltrão. Acho que a Meryl Streep é a pessoa que eu sou mais fã na vida. Da Fernanda Montenegro, da Vera Holtz, da Adriana Esteves… Ai, eu sou muito fã de tanta gente! Sou muito fã da Ingrid (Guimarães), adoro trabalhar com ela. Ela faz parte do filme também, e tudo com ela eu passo mal de rir, porque eu sou muito fã.

DF: Caito Mainier, Juliano Enrico, David Benincá e Raul Chequer. Por uma coincidência absurda e sorte incrível, trabalho com todos eles.

 

Tatá, além dos cinemas, você também está se preparando para um novo programa de TV no Multishow. O que podemos esperar de Lady Night?

TW: O Lady Night vai ser um programa de entrevistas que tem esse formato meio de late show, por isso o nome Lady Night, mas eu vou tentar conduzir as entrevistas de uma maneira que tenha bem o meu DNA, assim como o Tudo pela Audiência também tem. É uma experiência muito nova para mim, acho que vou aprender fazendo porque saber tirar boas histórias dos convidados é uma arte que eu quero aprender. É muito legal você saber levantar uma boa bola para o convidado cortar. E é isso o que eu quero: que meus convidados sejam bem recebidos, eu quero poder dar oportunidade para que eles façam o que eles têm de melhor.

 

Daniel, você tem o seu canal no YouTube, o TV Quase. Como é lidar com os seguidores ao invés dos espectadores? Como é a sua relação com as redes sociais?

DF: A principal diferença que sinto no momento é que os seguidores sabem que você é o responsável por publicar o programa, então além da qualidade como roteirista e apresentador  – ou ator ou humorista, ou seja lá o que for que a gente faça -, você é cobrado como produtor. Minha relação com as redes sociais não é uma maravilha, eu tendo a fazer contas em plataformas só quando elas estão ficando obsoletas. Ficava esperando as pessoas voltarem para o Orkut quando já estavam todas há muito tempo no Facebook, só fiz Twitter quando me obrigaram na MTV e agora meu celular foi roubado, então dependo do ladrão ter a boa vontade de atualizar meu Instagram.

 

E quais são os seus próximos projetos para 2017?

DF: Além do TOC, que estreia nos cinemas dia 2/2, estou em outro longa, o La Vingança, que estreia também dia 2/2 na Argentina e ainda esse ano no Brasil; a 3ª temporada do Último Programa do Mundo estreia esse ano na FX; a 2ª temporada do Irmão do Jorel – onde faço roteiros e voz –  está passando no Cartoon Network e esse ano ainda vai ter 3ª temporada; o Foca News está sendo todo publicado na Amada Foca (YouTube) e eu e Caito estamos escrevendo um longa do Falha de Cobertura chamado “Projeto Passaporte para a Ucrânia”. Agora que pensei nisso fiquei com a impressão de estar sendo um pouco explorado pelos milionários do entretenimento…

SET: RESTAURANTE CHINES; LIBERDADE

Por Carolina Porne