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Entrevista

Folk na Kombi se apresenta na Fnac em São Paulo

Em entrevista, integrantes da banda falam sobre suas referências e como tudo começou

Entrevista

Folk na Kombi se apresenta na Fnac em São Paulo

jenniffer.hoche • 17 de novembro de 2016 • 16h55

A banda Folk na Kombi vai além de suas canções, se destacando como um movimento artístico que leva a essência do folk brasileiro para parques, ruas, feiras e palcos Brasil afora, usando como cenário, meio de transporte e camarim a linda e retrô Kombi vermelha e branca, que arrebata novos fãs por onde passa. Agora, chega a vez de “estacionarem” na Fnac Pinheiros para um pocket show gratuito no próximo dia 30.

Formada em 2013 pelos músicos Bezão (voz, violão e percussão), Felipe Camara (voz, violão, banjo, guitarra e mala) e Jonavo (voz, violão, bandolim e guitarra), o grupo ainda conta com Edu Malta (baixo e direção musical), Ivan Márcio (gaita), Alexandre Fontanetti (guitarra, violão e weissenborn) e Humberto Zigler (bateria e percussão). O repertório dessa apresentação inclui clássicos do primeiro trabalho, o DVD “Um Filme de Música” (2015) e músicas inéditas. Confira entrevista exclusiva com a banda abaixo:

Como a banda surgiu?

Bezão: A banda surgiu há dois anos e foi um encontro natural. Cada um de nós tinha sua carreira individual e fazia um trabalho que misturava sonoridades acústicas com elementos da world music. Eu tive uma banda chamada Rossa Nova por mais de dez anos, que seguia bem a tradição do rock rural surgida nos anos 70 através de artistas como Sá, Rodrix e Guarabyra. O Felipe [Camara] mesclava as bases de violão folk com uma pegada mais rock’nroll em todas as bandas que ele teve antes do Folk na Kombi. Já o Jonavo é do Mato Grosso do Sul, terra muito musical de onde vieram grandes artistas como o Almir Sater, então ele já combinava essa coisa da regionalidade dele com melodias mais suaves, num estilo que lembra o trabalho solo do George Harrison, por exemplo. Quando nos aproximamos vimos que nosso background musical tinha um denominador comum: a música folk. Daí foi só convidar esses músicos da pesada que nos acompanham e inventar o Folk na Kombi.

Por que a escolha da Kombi? De onde vem a relação da banda com o veículo?
Felipe: Nós três tínhamos nossas carreiras individuais e o Jonavo e o Bezão se uniram para fazer um projeto de entrevistas, um canal no YouTube com o objetivo de ser um espaço para valorizar o folk no país, e eles chegaram a conclusão de que seria legal ter uma Kombi para fazer esse projeto. O Jonavo já me conhecia e sabia que meu pai tinha uma Kombi. Eles me chamaram e eu fui com a Kombi para gravar o piloto desse projeto que acabou não sendo lançado, mas que rendeu frutos – passamos a nos encontrar pra fazer música e nos tornamos uma banda naturalmente. A Kombi virou nossa marca. Sempre que podemos, vamos de Kombi pros nossos shows, a colocamos no palco ou estacionamos em um lugar próximo, por isso, dizemos que ela é nosso meio de transporte, camarim e até cenário.

Saiba mais:

Folk na Kombi realiza pocket show gratuito na Fnac Pinheiros em novembro

Quais artistas vocês consideram inspirações na música? E em outros campos da cultura (artes, literatura, cinema)?
Jonavo: Na música folk nacional, artistas como Zé Ramalho, Renato Teixeira, Almir Sater e Zé Geraldo. No mundo é impossível não falar de Bob Dylan, Neil Young e Cat Stevens por exemplo. Eu me inspiro em artes plásticas também, pois a música também tem cores e texturas. Vou ser bairrista e citar Humberto Espindola na pintura e Manoel de Barros na literatura.

Como foi gravar o DVD de vocês no Auditório Ibirapuera?
Jonavo: Foi incrível poder gravar nosso DVD nesse palco abençoado que é o Auditório Ibirapuera recebendo nossos fãs, amigos e família. Esse show, com certeza, foi um marco na nossa carreira e teremos um registro lindo desse momento. O lançamento está previsto para o início do ano que vem. As pessoas vão poder entender o que é o show do Folk na Kombi, o que não aparecia tanto no 1º DVD.

 

 

O que o público pode esperar dos pocket shows que acontecerão na Fnac neste mês?
Felipe: O público pode esperar muita animação e música boa. Vamos cantar as músicas dos nossos DVDs e falar um pouco sobre o folk, as composições. Esperamos que todos curtam! Vai ser muito bacana tocar entre os livros, discos, esse universo que adoramos e que faz parte do nosso dia a dia e se encaixa perfeitamente com uma boa trilha sonora.

Que conselho vocês dariam para quem quer começar no mundo da música?
Bezão: Se você quer começar no mundo da música e seguir carreira, meu conselho é que você estude bastante e se dedique para alcançar seus objetivos, pois é uma carreira muito gratificante, porém com muitos desafios e obstáculos a serem superados.
Jonavo: Se você não encarar a arte como prioridade na sua vida, vai sempre fazer as coisas pela metade e ficar se perguntando os motivos pelos quais não conseguiu realizar o seu sonho. Viva isso intensamente e inconsequentemente. Aí a sua arte aparece!

Por Carolina Porne