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Entrevista

Jeferson De: “Temos uma grande produção que não consegue ser absorvida pelos cinemas”

O diretor fala sobre seu filme mais recente, ‘O Amuleto’, e comenta a atual produção cinematográfica nacional

Entrevista

Jeferson De: “Temos uma grande produção que não consegue ser absorvida pelos cinemas”

jenniffer.hoche • 03 de junho de 2015 • 08h47

Entrevista: Carolina Porne

 

O Amuleto acaba de estrear nos cinemas brasileiros. Comente um pouco sobre a produção do filme.
Trata-se de um de “terror b”, realizado a partir de um edital para filmes de baixo orçamento do MinC. Rodamos em 18 dias com uma equipe local em Florianópolis. A generosidade da participação da Bruna Lizmeyer e da Maria Fernanda Candido foi muito importante para que o filme ganhasse a visibilidade na hora do lançamento.

Quais aprendizados adquiridos nos seus trabalhos anteriores, como Bróder, ajudaram na elaboração de O Amuleto?
Bróder foi um projeto pessoal muito intenso. Levei sete anos para filmar. Uma das lições que aprendi foi ser o mais objetivo possivel em relação o processo final que é o lançamento e comercialização da obra, ou seja, entender melhor a quem se destina um filme. Do ponto de vista técnico pude aprofundar bastante meu desenvolvimento técnico, principamente na pós produção.

O que o público pode esperar do longa?
Embora seja um filme de gênero, ele tem censura 12 anos. Com sequências de sustos onde pais e filhos podem se divertir.

Como você observa a atual produção cinematográfica nacional?
O que mais me alegra na cinematografia atual é a diversidade regional. Hoje vemos filme do Ceará, de Pernambuco, de Minas ou de Rio Grande do Sul. Com “O Amuleto”, por exemplo contribuimos com uma produção de Santa Catarina. Por outro lado, acho que estamos distante de uma diversidade no que se refere a gênero. Num país de maioria feminina, eu gostaria de assistir mais realizadoras filmando e, obviamente, por estar muito atento as questões negras temos muitos diretores e diretoras negras por vir.

Qual você acredita que é a maior dificuldade que o cinema nacional enfrenta?
Temos uma grande produção que infelizmente não ainda consegue ser absorvida nas salas de cinema, seja pela poucas salas disponíveis ou pelo pouco tempo que os filmes nacionais ficam em cartaz. Com o advento dos novos formatos para assistir uma obra cinematográfica eu espero que nossos filmes sejam vistos com mais frequencia.

broder 2

Cena de Bróder, dirigido por Jeferson De

Se você pudesse listar três filmes nacionais que precisam ser assistidos, quais seriam?
É dificil listar somente três filmes, mas vamos lá:
Sudoeste, de Eduardo Nunes;
Compasso de Espera de Antunes Filho;
Supernada, uma comédia que tem o querido Jair Rodrigues no elencoкакой выбрать ноутбук для игрспособы продвижения сайта