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Entrevista

Mestrinho: Sanfona Sentida

Mestrinho ganhou sua primeira sanfona aos seis anos de idade e não parou mais de tocar. Recentemente lançou seu primeiro álbum – ‘Opinião’ – no qual revela seu talento não só como instrumentista, mas como compositor.

Entrevista

Mestrinho: Sanfona Sentida

jenniffer.hoche • 02 de junho de 2015 • 16h08

Entrevista: Beatriz Saghaard

 

Como foi seu encontro com a música e, particularmente, com a sanfona?

Costumo dizer que meu encontro com a música aconteceu quando ainda estava na barriga da minha mãe. Ela canalizou muita energia quando estava grávida e acredito que a cada música que ouvia transmitia pra mim. Aos seis anos ganhei minha primeira sanfona, aí pude responder a música que já existia dentro de mim tocando “Asa Branca” (Luiz Gonzaga), que foi a primeira música que aprendi.

 

Qual foi a influência do Dominguinhos na sua vida e no seu caminho musical?

Essa influência começou quando ainda era bem jovem, com mais ou menos 13 anos. Comecei a ouvir a sua discografia com seu jeito delicado de tocar e seu imenso sentimento que expressava na música entrando profundamente em meu coração e em minha alma. Isso aumentou ainda mais quando o conheci pessoalmente e passei a acompanha-lo, aprendendo a respeitar a música, entendendo o sentido maior da conexão entre o universo e a música. E nos aspectos da vida me identifiquei muito com sua humildade, generosidade, serenidade e respeito ao próximo; isso nele era grandioso e enchia meu coração de paz, me fazendo entender o sentido maior do amor. Foi a melhor experiência da minha vida.

 

A Elba Ramalho e o Gilberto Gil também têm um importante significado na construção de sua carreira. Conte um pouco como é tocar com esses dois ícones da música brasileira.

Primeiramente, foi um prazer muito grande porque não é só acompanhar dois grandes artistas da música brasileira, é também acompanhar dois grandes ídolos da minha vida e isso se tornou uma grande responsabilidade pra mim. Com eles também adquiri muita experiência, conhecimento e o reconhecimento de inúmeras pessoas. Nesse período conheci com cada um deles jeitos diferentes de pensar em relação à música e isso acrescentou ainda mais na formação da minha concepção musical.

 

Seu álbum novo – Opinião – é autoral e revela seu talento de compositor. Você sempre compôs?

Eu componho desde os meus 13 anos, comecei compondo instrumentais e aos 16 escrevi minha primeira música. A partir daí, graças a Deus, venho tendo inspirações para continuar compondo cada vez mais.

 

Como foi a construção desse trabalho novo?

Eu sempre me pego em casa pensando em vários aspectos da vida, um dos assuntos que mais abordo em mim é o otimismo, porque acho que a gente vive no mundo onde acontece muita coisa ruim, mas também acontece muita coisa boa. Então procuro me apegar mais às coisas boas porque as ruins ficam menos pesadas e pensando nisso nasceram algumas músicas do meu disco como “Opinião”, “Superar” e “Melhor do amor”. Também gosto de falar sobre amor, paixão que são sentimentos valiosos em nossa vida e pensando nesses sentimentos nasceu as músicas “Entre nós”, “Que o melhor é te amar”, “Além do céu e mar” “Se queres entender o amor” e “Imprevisívelmente”. Trago também a essência do forró com as músicas “Chamego bom” e “Arribacão”, porém com um toque moderno. Regravei a música “Treze de dezembro” (Luiz Gonzaga, Zé Dantas e Gilberto Gil) que celebra o aniversário de Luiz Gonzaga.

E nesse disco tem também duas músicas dedicadas a Dominguinhos, “Aperto de mão” que toquei pra ele no quarto quando ainda estava hospitalizado em São Paulo. O título dessa música nasceu quando perguntei a ele se tinha gostado e como ele não podia falar pedi para ele apertar minha mão se tivesse gostado e ele apertou. “Pra sempre Dominguinhos” fiz para ele quando eu estava na Itália e soube do seu falecimento. Fiquei muito triste e a forma que encontrei de conversar com ele e expressar o que eu sinto por ele foi através dessa música, por que acredito que onde quer que ele esteja ele possa estar ouvindo.

Tenho o prazer da participação dessa pessoa maravilhosa que é Gilberto Gil e da minha irmã Thais Nogueira que deram um toque ainda mais especial nesse disco.

Opinião, minha opinião, nesse trabalho está a forma de como eu vejo a vida!

 

Quais das suas parcerias musicais foram as mais inesquecíveis?

Com Dominguinhos, Gilberto Gil, Elba Ramalho e uma participação um com Hermeto Paschoal.

 

Como avalia a atual presença e espaço da música nordestina – especialmente do forró?

Acho que o forró tem sempre seu lugar na música brasileira por ser um ritmo de personalidade forte, peculiaridade e que transmite muita verdade em suas composições. Acredito que tenha seus altos e baixos, mas sempre permanecerá como uma das maiores riquezas culturais do país. Que está crescendo cada vez mais e conquistando o mundo.

 

Se for possível escolher uma música ou um trecho que represente a riqueza e a beleza do forró, qual você citaria?

Tem uma música chamada “O Canto de Acauã” que tem um trecho que retrata a raiz do povo nordestino.

 

“A mente do sertanejo nunca tem limitação

É a proteção divina que ajuda pondo a mão

Pode até faltar comida mas sabedoria não”

 

(Anastácia e Dominguinhos)korean escortsno1options trading