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Entrevista

“Não queria que ‘Estômago'” fosse só um pôster na parede”, diz Lusa Silvestre

Roteirista de ‘Estômago’ e ‘Muita Calma Nessa Hora’ fala sobre seu trabalho e comenta a produção cinematográfica nacional atual

Entrevista

“Não queria que ‘Estômago'” fosse só um pôster na parede”, diz Lusa Silvestre

jenniffer.hoche • 03 de junho de 2015 • 09h14

Entrevista: Carolina Porne

 

Antes de Estômago, você se imaginava como roteirista de cinema? Essa ideia chegou a passar pela sua cabeça alguma vez?

Marcos Jorge que me trouxe para o cinema. Eu sempre gostei de escrever, poderia ter sido advogado, filósofo, jornalista, mas fui ser publicitário. Só que o redator publicitário cada vez escreve menos, então comecei a escrever em revista, coisa que eu adorava fazer. Aí eu escrevi contos, um deles era o Estômago que virou filme. Mas eu sempre gostei mesmo foi de escrever.

 

E como ficou sua vida depois de Estômago?

Não queria que o filme fosse apenas um pôster pregado na parede. A partir do sucesso de público e dos prêmios que Estômago recebeu, decidi que precisava seguir em frente. Com mais de 40 anos de idade, em 2009, fui estudar Cinema, levar a sério mesmo.

 

Quais foram as diferenças na elaboração de cada um dos roteiros que você fez e já viraram filmes?

Cada um tem um trabalho anterior, de você se envolver com o contexto de cada história. Você também trabalha próximo ao diretor, e cada um tem suas referências sobre o assunto. Você começa a construir o roteiro, mas a partir de certo ponto a história vive por si só. O roteiro passa a ser traduzido pelo ator, que dá uma nova dimensão às palavras que você escreveu, elas se materializam.

 

estomago

Qual você acredita que é a maior dificuldade que o cinema nacional enfrenta?

O problema do cinema nacional é o business. Captar recursos é um processo que pode demorar muitos anos. Depois, temos ainda poucas salas destinadas ao cinema nacional. O Brasil possui uma produção cinematográfica muito rica, nunca se produziram tantos filmes quanto agora. Porém, nosso mercado ainda está amadurecendo. Hoje ainda não é possível viver só de cinema.

 

Quais filmes nacionais recentes você recomenda?

O Duelo, de Marcos Jorge;

O Lobo Atrás da Porta, de Fernando Coimbra;

O Invasor, de Beto Brant.адвокат україницерковь возрождения проповедь