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Entrevista

Os Gigantes do Futebol: entrevista com João Máximo

Depois de 46 anos, um dos livros sobre futebol que mais fizeram sucesso – e, por isso mesmo, era disputado a tapa nos sebos Brasil afora – é relançado. Gigantes do Futebol Brasileiro, escrito por João Máximo e Marcos de Castro, traz informações sobre a história do esporte, além do perfil de 21 jogadores. Não […]

Entrevista

Os Gigantes do Futebol: entrevista com João Máximo

jenniffer.hoche • 01 de julho de 2011 • 14h56

Depois de 46 anos, um dos livros sobre futebol que mais fizeram sucesso – e, por isso mesmo, era disputado a tapa nos sebos Brasil afora – é relançado. Gigantes do Futebol Brasileiro, escrito por João Máximo e Marcos de Castro, traz informações sobre a história do esporte, além do perfil de 21 jogadores. Não só jogadores, craques.

A obra sofreu algumas atualizações, como a inclusão dos perfis de Didi, bicampeão mundial com o Brasil em 1958 e 1962, e Ademir Menezes, artilheiro em 1950.

João Máximo conversou com o Blog Fnac e explica mais sobre o processo de produção do livro abaixo:

Blog Fnac: Como fã de futebol, como jornalista, como escritor… Como foi rever todas a história do esporte que mudou a história do nosso país?

João Máximo: O futebol me encanta não só como paixão de torcedor, mas sobretudo por sua história, já muito propriamente alçada à condição de “pequena mitologia brasileira”. Seus personagens são os nossos deuses, os nossos heróis. E, embora não tenha sido essa a intenção, minha e do Marcos de Castro, a história de cada craque acaba ajudando a contar a história do mundo em que ele vive ou viveu. No caso, o futebol. Como diz Paulo Mendes Campos no prefácio da primeira edição, há uma história do Brasil e uma história do brasileiro. Só depois do livro pronto, eu me convenci de que, do pioneirismo de Friedenreich à globalização de Ronaldo, muito da história do futebol brasileiro está contado, ainda que dentro de certos limites, nesta nova edição.

BF: Como foi decidido o critério de quem entraria e quem não entraria nas biografias?

JM: Foi a parte mais fácil. Os 13 primeiros gigantes (que na verdade eram 15) foram escolhidos no começo de 1964, quando Marcos de Castro era o editor de esportes do Jornal do Brasil e eu, um de seus redatores. Vivíamos o futebol intensamente. Poucas conversas, entre nós e com amigos, bastaram. Para a segunda edição, o trabalho foi ainda mais simples. Começamos por corrigir a lamentável ausência de Didi e Ademir na primeira edição. Em seguida, nos fixamos nas unanimidades. E, com uma exceção para Ronaldo (que acabaria deixando de sê-lo), só escolhemos jogadores cujas carreiras já estavam encerradas.

BF: Das histórias vistas e revistas, qual a que você acha mais marcante? Por quê?

JM: É claro que a de Heleno é a mais trágica (acaba de virar filme) e a de Garrincha, a mais dramática. Impressionou-me muito a luta de Fausto contra o racismo. Domingos da Guia divinizado e Leônidas da Silva idolatrado são dois belos capítulos sobre o nascimento do “estilo brasileiro de jogar futebol”. Da nova safra, fiquei feliz em ter penetrado na misteriosa personalidade de Didi e por ter ajudado, mesmo que modestamente, a ensinar às novas gerações que formidável gigante foi Tostão.

BF: Depois do livro pronto, você chegou a pensar que deveria ter incluído ou excluído alguém ou algum episódio?

JM: Não. Felizmente, a frustração que nos tomou em 1965, pelas ausências de Didi e Ademir, não se repetiu agora. Naturalmente, gostaríamos que a viúva de Jair Rosa Pinto entendesse o objetivo do livro e nos tivesse deixado republicar seu capítulo.

BF: O espaço de tempo entre um “gigante do futebol” e outro é grande, o que dificulta comparar dois jogadores de épocas diferentes. Mas, depois de conhecer histórias dos grandes do futebol brasileiro, você acha que seria possível um craque de antigamente fazer sucesso hoje (e vice-versa)?

JM: A opinião que tenho sobre isso é, como diria Nélson Rodrigues, ululantemente óbvia: craque é quem sabe jogar futebol. Meus mais de 60 anos de estádios, aqui e pelo mundo, me convenceram de que… Quem sabia jogar em 1950, saberia muito mais hoje, com o preparo físico e técnico que o craque não tinha na época e que qualquer perna-de-pau tem hoje.

BF: Você cobriu cinco Copas. Dos jogadores que viu jogar, quem mais te impressionou dentro de campo? E fora dele?

JM: Gostaria de ser mais original, mas não sei como: Pelé foi o jogador que mais me impressionou dentro do campo. Antes dele, Zizinho. É evidente que Garrincha ocupa lugar à parte: foi mais fenômeno do que craque. Como pode ter sido o que foi sendo aleijado, analfabeto, alcoólatra? Fora do campo, é sempre um prazer conversar (sobre futebol e tudo mais), com o hoje excelente escriba Tostão.

BF: Se pudesse prever o futuro, quem hoje em dia seria o próximo gigante do futebol brasileiro?

JM: Se esta pergunta me fosse feita há dez anos, eu não hesitaria em responder: Ronaldinho Gaúcho. E deu no que deu. Um dos aspectos mais instigantes do futebol é que, na maioria, as previsões são feitas para não se confirmarem. Por isso, nem Neymar, nem Ganso, nem Lucas, nem Pato… Não consigo pensar neles no futuro.

BF: Você consegue apontar um livro que marcou sua vida?

JM: O mito de Sísifo, de Albert Camus.

BF: Qual o livro que está na sua cabeceira agora?

JM: A propósito do lançamento no Brasil do filme Um Lugar ao Sol em DVD, estou relendo An America Tragedy, de Theodore Dreiser.

Vencedores do concurso Gigantes do Futebol Brasileiro:

Túlio Deleon, Amanda Almeida, Tarcísio Anderson Oliveira da Silva, Elias BS e Gabrielle Stanisz. Parabéns!

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