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Entrevista

Pare e corra para ler!

Com Não Fuja!, a brasileira F.M.L. Pepper chega ao final de sua saga fantástica. Em entrevista, a escritora fala sobre o último livro da série e diz que ainda não sabe o tema de seu próximo projeto, mas que deseja continuar falando com os jovens

Entrevista

Pare e corra para ler!

jenniffer.hoche • 03 de maio de 2016 • 14h02

A história de Nina Scott está chegando ao final. O último livro da trilogia criada por F.M.L. Pepper, Não Fuja!, acaba de chegar às lojas. A cada livro, a autora brasileira foi colecionando fãs e conquistas. “A jornada tem sido tão incrível que às vezes preciso me beliscar para ter certeza de que não se trata de um sonho!”, celebra Pepper. “Apesar de tanta coisa maravilhosa ter acontecido, há muito a aprender. Sinto-me ainda no começo, uma iniciante no infindável universo das letras. Mas, apesar disso, uma certeza absoluta se transformou no meu GPS: mais do que acreditar no potencial de uma história, existe a crença em tornar o sonho possível, a determinação dos fortes, o caminho a ser trilhado nas pedras da perseverança. Quem se deixar guiar por ela não tem como fracassar”, diz.

Não Fuja! traz uma Nina disposta a buscar as respostas para as perguntas que a consumiram durante toda a sua vida e, enfim, enfrentar seus fantasmas. A saga, que transita na tênue linha entre a vida e a morte, teve seu primeiro livro publicado em 2015, mas a obra nasceu na internet. Pepper publicou seu livro online antes de ganhar as prateleiras da livraria, uma atitude que, segundo ela, foi a alternativa que teve diante de um mercado editorial tão concorrido.

Vale comentar que, além de escritora, F.M.L. Pepper trabalha como dentista, e está sempre atendendo seus leitores no consultório. “Atender um leitor é mega divertido! Primeiro porque não posso responder boa parte das perguntas para não soltar spoilers; segundo, porque sendo dentista, preciso que eles fiquem de boca bem aberta e quietinhos enquanto faço a ativação das aparelhagens ortodônticas (risos). E em terceiro lugar, o mais impressionante de todos, é que eles não acreditam que fui eu quem escrevi as histórias. Eles me olham com aquela cara de ‘fala sério, você é minha dentista!’”, diverte-se a autora.

E como administrar o tempo entre os dois trabalhos? “Com bom-humor, disciplina e me desdobrando em mil mulheres! Atuo no meu consultório dentário e, apesar da escrita ter se transformado em mais que um hobby, ela ainda não assumiu o papel de uma nova profissão em minha vida. Separei alguns horários específicos durante a semana para escrever. Sei que é pouco, mas é o que é possível em meio à loucura de administrar consultório, casos de pacientes, casa, marido, filho pequeno, cachorrinhas etc. E ainda é preciso arrumar tempo para estar nas redes sociais e atender com carinho a todos meus leitores, uma tarefa cansativa, mas que faço questão de fazer!”, conta.

O interesse de F.M.L. Pepper pela literatura infanto-juvenil surgiu após ler a saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer. No entanto, a saga de Nina começou a tomar forma na mente da autora após a leitura de A Menina Que Roubava Livros, de Marcus Zusak. Além das influências desses dois autores, Pepper lista J.K. Rowling e George R.R. Martin como grandes inspirações.

Com o fim da saga, Pepper já pensa em novos projetos, mas diz que pretende continuar escrevendo para jovens – de idade e de alma. “O gênero dos próximos livros poderá ser qualquer um: sobrenatural, suspense, romance, fantasia… Isso não importa. O que é certo é que quero continuar escrevendo para aqueles com quem me identifico, para o público em que minha voz ecoa com força: os jovens. De todas as idades! (risos)”.