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Entrevista

Rafael Cortez resgata o humor na música brasileira

Repórter do Video Show lança ‘MDB – Música Divertida Brasileira’ com pocket show na Fnac Morumbi no próximo dia 28. Confira entrevista exclusiva com o artista

Entrevista

Rafael Cortez resgata o humor na música brasileira

jenniffer.hoche • 27 de outubro de 2016 • 12h55

Como surgiu a ideia do Música Divertida Brasileira?

Eu estava na academia, ouvindo músicas enquanto corria na esteira. Quando voltei para casa, a primeira coisa que fiz foi pesquisar se já existia algum projeto ou estudo cem por cento focado no resgate das músicas engraçadas da MPB, e isso não havia sido feito ainda. Existem diversos pesquisadores da música brasileira que já agruparam nossa produção cultural de mil aspectos: religioso, política, músicas que falam de futebol… Então surgiu o projeto, que teria como objetivo não apenas o resgate dessas canções, mas apresentá-las em novas versões, mais contemporâneas, de modo a aproximar o nosso público do stand up.

 

E qual foi o critério que você usou para delimitar a sua pesquisa?

O MDB compreende músicas entre as décadas de 1920 e 1980. Parei na década de 80 porque acredito que a maioria das pessoas conheça o que foi produzido em música de humor a partir daí, como Língua de Trapo, Ultraje a Rigor e Mamonas Assassinas, por exemplo. Foi preciso restringir um pouco para a pesquisa fazer sentido.

 

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Como foi o convite para que o Pedra Letícia participasse do projeto?

Quanto eu tive a ideia, desde o começo eu pensei que era um projeto para se fazer com banda. Tenho uma carência um pouco grande de estrada, de curtição com a turma. Meus trabalhos sempre foram solo, tanto como músico quanto como comediante. É uma tragédia! (risos) Eu ia fazer uma audição para escolher cada um dos integrantes da banda; foi o Ítalo Russo, meu empresário na época, que sugeriu o Pedra Letícia, mas eu achei que eles nunca iam topar. O MDB é um show de cover de músicas, e eles sempre fizeram um trabalho autoral, o Cambota (xxx, vocalista do Pedra Letícia e comediante stand up) faz isso muito bem. Mas, para minha surpresa, eles curtiram muito o projeto e vieram. Hoje o MDB é o xodó tanto da minha carreira quanto da carreira do Pedra Letícia.

 

Quais artistas você considera suas referências na música?

Acima de tudo eu sou discípulo de Nara. Nara Leão e Maria Bethânia são os meus pilares na minha formação musical. Fora diversos artistas do violão clássico, tenho diversos discos em casa. Comecei a tocar violão com 17 anos; confesso que fui aprender a tocar para tentar ser mais popular. Que bizarro, né? (risos) Era a época do “More Than Words”, todos os caras legais sabiam tocar e eu também quis aprender. Eu era um adolescente super introspectivo, meio depressivo até, e o violão me libertou.

Por Carolina Porne