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Entrevista

Rafinha Bastos e sua arte de criar

Às vésperas do lançamento do seu primeiro DVD (que já está à venda a partir de hoje!), Rafinha Bastos passou uma tarde na Fnac Paulista. Lá, tomou seu café, conversou com alguns fãs, gravou um vídeo e bateu papo com o Blog Fnac. Ele falou um pouco do começo da carreira e de como se […]

Entrevista

Rafinha Bastos e sua arte de criar

jenniffer.hoche • 24 de março de 2011 • 17h01

Às vésperas do lançamento do seu primeiro DVD (que já está à venda a partir de hoje!), Rafinha Bastos passou uma tarde na Fnac Paulista. Lá, tomou seu café, conversou com alguns fãs, gravou um vídeo e bateu papo com o Blog Fnac. Ele falou um pouco do começo da carreira e de como se inspira em seus shows e programas hoje em dia.

O resultado da visita você vê aqui:

Blog Fnac: O texto que vai pro palco é preparado antes? Quanto tempo demora preparando um texto?

Rafinha Bastos: Basicamente, 90% do que vai pro ar é preparado antes.  Demora até 2, 3 meses para criar. Cada vírgula, cada parágrafo é um trabalho de teste, de reteste, de afinar o texto. Às vezes acontece de fazer dois minutos de texto e dar tudo certo. E às vezes, com um texto de duas horas, tenho que jogar tudo fora. Acontece de você ver que o texto tem potencial e, de dois minutos, virar cinco… E se você criou cinco, virar dois. É uma matemática desgastante.

BF: Quem testa esse texto para você?

RB: Hoje, pelo fato de ter muitos shows e pelo bar (Rafinha abriu um casa de stand-up com Danilo Gentili em São Paulo, chamado Comedians) é mais fácil. Mas no começo era muito difícil. A gente apresentava uma vez por semana pra 15 pessoas. Quando você “atira” em 15 é mais difícil de pegar do que quando você “atira” numa multidão… O tiro pega em alguém. Hoje em dia tenho show praticamente a semana inteira.  Se numa plateia com 500 pessoas, 200 rirem, é uma risada forte. Se numa plateia de 12, 5 rirem não é a mesma coisa. Às vezes leio o texto para minha mulher, uma coisa ou outra. E ela me ajuda a ver se está legal.

BF: Como se inspira? Costuma pesquisar na internet ou revistas para se inspirar?

RB: Tenho inspiração na própria vida, no cotidiano… Andar de metrô, ônibus, conversar com os amigos em um churrasco, tudo isso pode virar um texto. Eu acabo tendo preferência por não criar coisas muito factuais. Primeiro porque eu acabo me informando pouco, por falta de tempo. Tenho informações muito básicas. E outra coisa, o factual morre rápido. Assuntos como o da Líbia e o Egito são assuntos para piadas no máximo para mais um mês, depois não tem muito sentido. Eu gosto mais de assuntos como banco, pena de morte, assuntos que são “eternos” ou pelo menos que daqui um ano eu vou poder falar daquilo de novo.

BF: Você fica nervoso quando vai estrear um texto?

RB: Eu tenho muita empolgação em criar alguma coisa nova, um texto novo, e ainda sinto a mesma empolgação de quando comecei. Não chego a ficar nervoso, mas fico ansioso para subir no palco, me apresentar, eu crio muita expectativa em ver se vai dar certo ou não. Na verdade sinto mais empolgação em criar um texto novo do que um show novo.

BF: Antes de se tornar humorista, fazia o quê? Quando viu que era isso que iria seguir?

RB: Eu acabei a faculdade (de jornalismo) em 1998, se não me engano, e trabalhei na área até 2002. Depois fui para os EUA jogar basquete. Lá tive contato com o stand-up. É um cara que sobe no palco e conta a história da vida dele, é “ele” ali. Eu queria muito fazer palco, mas achava que não tinha talento nenhum para interpretar, fazer um personagem. Quando eu vi aquilo falei “É isso!”.

BF: Você tinha um blog na época…

RB: Na verdade, nessa época o que eu fazia eram vídeos para internet, sátiras de vídeo-clipe. Esse foi o primeiro site de vídeos independente do Brasil, não de comédia, de vídeo mesmo. Foi mais ou menos em 1998, e meu link com a internet começou ali. Esta página foi para o portal Globo.com e depois, em 2003, foi para o Terra. Tudo começou com a intenção de mandar piadinhas para meus amigos, mas teve uma aceitação legal de outras pessoas. Teve dia que 15 mil pessoas acessaram a página. Isso tudo numa época em que a conexão para a internet vivia caindo, e, para se baixar um vídeo de 2 minutos, demorava horas. Era uma tortura!

Rafinha lança A Arte do Insulto hoje, dia 24! Veja o vídeo que ele gravou na Fnac:

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