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Entrevista

Raio X – Supla

Artista lança seu primeiro livro e revela quais obras marcaram sua vida, na literatura e na música. Confira!

Entrevista

Raio X – Supla

jenniffer.hoche • 04 de julho de 2016 • 17h10

Como é lançar o seu primeiro livro?

É maravilhoso. É um livro com 50 crônicas; eu fiz 50 anos, 30 de carreira. Lógico que não dá para escrever sua vida toda em 50 crônicas, mas dá para contar várias coisas que foram marcantes. Depois que fica pronto você pensa, “nossa, esqueci de falar essa!” (risos), mas eu fiquei bem satisfeito com o resultado. Tem um bom apanhado da minha carreira e da minha vida também. As fotos ficaram muito legais, achei que ficou um conjunto bacana e gostoso de ler. Pelo menos é o que as pessoas estão comentando (risos). Meu objetivo com esse livro é inspirar as pessoas a buscarem os seus sonhos.

 

E qual livro marcou a sua vida?

Gosto muito de biografias, mas um livro que marcou a minha vida foi O Escaravelho do Diabo. E Dr. Seuss, onde eu aprendi a ler. Eu fui alfabetizado em inglês, mudei para os Estados Unidos muito criança. Muita gente pergunta porque eu sempre falo em inglês no meio das frases e é por isso; é muito natural pra mim. Outro livro que eu também gostei é o Feliz Ano Velho, do Marcelo Rubens Paiva.

 

Saiba mais:

Supla lança seu livro na Fnac da Avenida Paulista

 

Quais as diferenças entre escrever um livro e compor uma música?

Escrever esse livro não foi difícil. Ao longo dos anos, como eu venho compondo há muito tempo, escrever se tornou um processo normal, sabe? Escrever músicas e como escrever poesias, em versos que rimam. Eu gosto bastante de rimas.

 

Rock é…

…tudo. Em um mundo em que todo mundo quer ser famoso por nada, eu consegui reconhecimento pelo rock’n’roll.

 

Um show inesquecível que você fez:

O segundo Rock in Rio, que foi no Estádio do Maracanã. Eu toquei para 200.000 pessoas e logo depois eu assinei um contrato com a gravadora EMI, então foi um divisor de águas na carreira também.

 

Um show inesquecível que você assistiu:

David Bowie, 1983, em Hamburgo. Depois daquele show eu decidi pintar o cabelo; eu tinha 16 anos e nunca tinha visto um cantor com aquele cabelo meio alaranjado, depois meio branco. Aquele show mexeu demais comigo.

 

Quais artistas você considera como suas referências?

Além do Bowie, os Beatles – eu me fantasiava de Beatles no começo da carreira -, Don McLean… Eu gosto bastante dessa pegada folk, por incrível que pareça, mas também gosto muito de artistas e bandas punk e pós-punk, como The Clash, Sex Pistols, Billy Idol, Sid Vicious, Jim Morrison… É uma mistura, até Vinícius de Moraes e Maria Bethania eu sempre gostei muito.

 

Uma música inesquecível:

“Raindrops Keep Falling on My Head”, do B.J. Thomas. Lembro-me do meu pai me levando ao cinema para assistir Butch Cassidy, um filme com dois cowboys, e essa música estava na trilha sonora e ficou na minha cabeça. Outra que eu sempre lembro é “Suíte do Pescador”, do Dorival Caymmi, que minha professora de piano da escola sempre tocava.

 

O melhor conselho que já recebeu:

Não importa a profissão que você quer seguir, se dedique ao máximo. Foi o meu pai (Eduardo Suplicy) quem me disse isso.

 

Entrevista: Carolina Porne