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Entrevista

Três vezes Bruna Caram

Artista lança seu disco na Fnac Morumbi e se prepara para estrelar minissérie em janeiro

Entrevista

Três vezes Bruna Caram

jenniffer.hoche • 09 de dezembro de 2016 • 14h35

Bruna Caram reúne três artistas em si própria: cantora, que acaba de lançar seu quarto álbum (Multialma), atriz, fazendo parte do elenco da série Dois Irmãos, que estreia na TV Globo em janeiro, e também escritora, com um livro de poesias lançado. Sendo muitas, torna-se uma só, e é sobre isso que ela fala nesta entrevista exclusiva para o #UniversoFnac. Confira:

 

Por que Multialma?

“Multialma” é uma palavra que eu inventei e que para mim é muito emblemática; significa muita coisa e resolve muita coisa. Acredito que esse seja o primeiro disco da artista que eu quero ser, uma artista cada vez mais múltipla. Significa que todas as artes são uma só, que a função do artista, acima de qualquer coisa e independentemente de qualquer que seja sua arte, é dar a cara a tapa. Eu demorei quase 10 anos para entender, aceitar e abraçar isso. É o primeiro disco que eu não tenho medo de me mostrar e no qual estou enfrentando meus maiores medos.

 

Falando sobre essa multiplicidade artística, você é uma multiartista: é escritora e também atriz. Como é a sua relação com essas outras artes?

Quando eu digo que enfim sou a artista que sempre quis ser, é exatamente disso que eu estou falando. Eu não quero ser só cantora. Costumo brincar que, enquanto eu estava procurando qual tipo de música que melhor me definia, eu estava fazendo a busca errada, a pergunta errada. Eu nunca fui só cantora e era essa certeza que eu precisava ter para entender melhor minha personalidade. Isso não é uma busca tardia; sempre existiu dentro de mim, mas eu demorei para ter coragem de trazer isso para o centro do meu trabalho. Lançar um livro também exigiu muita coragem, principalmente para lidar com o julgamento das outras pessoas. Ser atriz foi um precipício no qual eu me joguei e ao mesmo tempo um grande presente, que mudou muita coisa na minha vida.

 

Quais as diferenças você sente entre se preparar para escrever um livro, compor uma canção ou encarnar um personagem?

O mais diferente de todos esses é preparar um personagem; você tem um tempo determinado para se desprender de você, que é o que eu acho mais bonito na profissão de ator. Deixar de ser você. O livro é totalmente oposto: você vai fazendo com que ele surja, no seu tempo, que pode demorar até mesmo anos! É algo que cresce de você, é um retrato de você. A canção também é assim, tanto que eu acho que o meu disco é o retrato do que eu sou, ainda mais por todas as letras serem minhas. Ser atriz é, de certa forma, um descanso de estar no centro do palco e me mostrar completamente. O ator deixa essa responsabilidade e encarna outra coisa, o que pode ser um desespero ou um alívio.

 

Como foi o processo de produção do Multialma?

Comecei a trabalhar no disco quando voltei do Rio para São Paulo, depois de gravar Dois Irmãos. Naquele momento eu ainda não sabia que seria um disco totalmente autoral; eu tinha canções compostas por mim ou em parceria com amigos muito bacanas que eu queria que estivessem no disco, mas eu não tinha pretensão de fazer um álbum só com canções minhas. Acho que aos poucos eu fui me voltando para mim mesma. A única música do álbum que não é minha é a do Dominguinhos; eu queria desde o começo que esse fosse o meu disco mais brasileiro. Nesse sentido, tem muita sanfona, percussão, mais ritmos brasileiros, e eu não podia deixar de colocar Dominguinhos.

 

 

Como está sendo levar essas músicas para o palco e o que o público pode esperar do pocket show na Fnac Morumbi?

É a primeira vez que eu optei em esperar um pouco entre o lançamento do disco e o início da turnê; acho que as canções tem que tocar um pouquinho no ouvido das pessoas e conquistá-las primeiro antes de irmos para o palco. Estou recebendo um retorno ótimo das pessoas pelas redes sociais, então eu estou histérica para subir no palco! (risos) O show na Fnac vai ser o segundo; depois, só devo retomar a turnê em fevereiro. Estou com um frio na barriga, como se eu estivesse voltando para o meu lugar.

Por Carolina Porne