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Entrevista

Turma do Maurício

Em entrevista exclusiva, os 10 filhos do criador da Turma da Mônica falam sobre o pai

Entrevista

Turma do Maurício

jenniffer.hoche • 03 de agosto de 2015 • 08h52

Por Carolina Porne

Fotos: Lailson do Santos e Divulgação

Talvez Maurício de Sousa seja um pouco pai de todas as crianças que nasceram da década de 1970 até hoje. Com a Turma da Mônica e tantos outros personagens, ele conquista novos fãs a cada geração. Nesse dia dos Pais, e com aproximação de seu aniversário de 80 anos, era impossível não falar sobre ele. Isso mesmo, “sobre”: a #UniversoFnac não conversou com Maurício, e sim com seus 10 filhos. Conheça o lado pai daquele que fez mais feliz a infância de muitos brasileiros!

 

Foto família - 2010-agosto - dia dos pais 10 - turma no restaurante senzala - DSC04974 (2)
 

Mônica Spada e Sousa

O que eu tenho de mais parecido com o meu pai? As características físicas tenho todas! Até nossa sobrancelha é igual. Também sou distraída como ele – apesar de ele não assumir que se distrai, viu?

Trabalhar com ele é tranquilo. Talvez o único problema às vezes seja que ele acha que todo mundo é, ou deveria ser, assim como ele, ponderado. E eu já não sou muito né? (risos) Mas ele tem um respeito enorme por todo mundo ao redor dele, é muito bom. Nossa relação pessoal e profissional se confunde: a gente sempre conviveu com funcionários dele em casa, o trabalho dele integrado à nossa rotina. Sinceramente não conheço outra vida!

Trabalho na parte comercial e, nesse aspecto, o melhor conselho que meu pai me deu foi que, antes de fechar um contrato com um fornecedor, pensasse se compraria tal produto para o meu filho. Se sim, o produto tem grandes chances de ser um sucesso. Na vida pessoal ele sempre fala para esperar um dia antes de responder ou decidir algo se estiver de cabeça quente – mas, pelos quadrinhos, já deu para perceber que eu não sigo muito isso (risos) Eu não consigo segurar sempre! Sou tão – ou mais – estourada do que a Mônica personagem, dependendo da situação, claro.

_Mônica e Mauricio - 2013 by Valentino3 - CópiaFalando em ser personagem, para mim é uma grande honra “ser a Mônica”. É uma sensação tão gostosa quando uma criança ou adulto vem falar comigo. Ver o brilho nos olhos das pessoas é mágico, significa que as histórias do meu pai fizeram a infância delas mais feliz.

Confesso que me escondia dos holofotes antes. Tinha quase uma vergonha dessa admiração toda que as pessoas sentem: eu não tinha feito nada de especial, só tinha nascido! Porém toda a comemoração do Mônica 50 Anos, em 2013, fez com que eu “me assumisse” como Mônica e aparecesse mais. E o carinho das pessoas comigo é um presente.

O maior presente para o meu pai é ver que os filhos se amam e cuidam uns dos outros, mesmo não estando juntos o tempo todo. Seria ótimo poder reunir todos para um dia dos Pais de muita festa!

 

Magali Spada e Sousa

Magali - foto red 01Quando penso no meu pai, penso em coisas boas. Acho que puxei isso dele, essa capacidade em ver o lado bom das pessoas e das coisas; acreditar num mundo lindo, sabe? Também aprendi com ele que, no final, tudo dá certo!

Lembro-me de vários conselhos valiosos que ele me deu. Ele sempre diz para esperar um dia antes de tomar uma decisão, caso você esteja de cabeça quente; se depois de todo esse tempo de reflexão continuar com a mesma ideia, aí sim agir! Também aprendi a não esperar nada de quem não sabe dar e também não fazer nada que passe por cima da sua essência, de quem você é.

Eu amo ser a Magali personagem – acho que temos tudo a ver! No ano passado tivemos várias comemorações por conta dos 50 anos da Magali e foi muito emocionante acompanhar tudo isso. Foi realmente lindo!

Acho que o que faria meu pai feliz nesse Dia dos Pais seria conseguir reunir os 10 filhos em um dia de paz e alegria! Seria o presente ideal sem dúvidas.

 

Foto Mauricio de Sousa e sua filha MariângelaMariângela Spada e Sousa

Meu pai tem um coração muito bondoso e acredito que puxei isso dele. Ele é um verdadeiro paizão, daqueles que tem o abraço mais carinhoso do mundo. E acho que o conselho mais importante que ele já me deu foi nunca levantar uma bandeira sem se ter certeza do que está fazendo.

Ser a Maria Cebolinha é muito legal. Eu me vejo nela porque ela fala pouco (risos). E gosto do olhar doce dela.

Meu pai sempre quis que eu escrevesse um livro; acho que se eu fizesse isso seria um grande presente de Dia dos Pais…

 

IMG_4724Mauro Takeda e Sousa

São tantas coisas que tenho em comum com o meu pai! Acho que a principal é a sensibilidade artística, que vem tanto dele quanto da minha mãe. Também sou distraído: sabe quando você está com o celular na mão, coloca no bolso e depois já esquece onde está? (risos) Eu sou assim e ele também. Também dizem que nós andamos do mesmo jeito e que o sorriso também é igualzinho – não disse que eram muitas coisas?

Trabalho com meu pai há cinco anos e estou em constante aprendizado. No começo fiquei preocupado, pensando em como seria nossa relação dentro da empresa. Eu o admiro muito como profissional e como pessoa.

Em 2010 eu produzi um espetáculo grande e um parceiro foi desonesto comigo. Fiquei bem chateado e recorri ao meu pai. Naquela conversa, ele me deu exemplos de coisas que aconteceram com ele e percebi que esses obstáculos fizeram do meu pai o que ele é hoje. Isso me inspirou a seguir em frente e dar a volta por cima, como ele fez tantas vezes. Quando a gente faz uma pergunta para o meu pai, ele não responde: ele conta uma história.

A volta do Parque da Mônica é certamente o projeto mais importante da minha carreira. Desde o princípio fui responsável por ele e sou muito grato ao meu pai por ter confiado a mim algo tão grande, tão importante para ele. Eu me lembro da época em que o antigo Parque foi aberto, no começo da década de 1990; o projeto foi administrado pessoalmente por meu pai e minha mãe, o que faz com que estar à frente dele hoje seja uma honra ainda maior para mim. Eles abraçaram aquele projeto com amor e eu fiz questão de fazer o mesmo.

Quando criança, eu era medroso como o Nimbus, principalmente em relação à chuva! Ficava apavorado com qualquer nuvem e assistia mais o canal de meteorologia do que aos desenhos animados. Também queria ser mágico; assisti uma vez a apresentação do David Cooperfield e coloquei na cabeça que também queria ser ilusionista. Hoje não penso mais nisso, mas confesso que ainda sinto medo quando uma tempestade se aproxima… (risos)

Gosto muito de viajar e acho que um presente legal para o meu pai seria uma viagem com toda a família reunida, em que pudéssemos passar bastante tempo juntos, apenas curtindo. Talvez a gente fosse para o Japão ou algum lugar na Europa; seria inesquecível.

 

Dr. spamMaurício Spada e Sousa

Meu pai me deu um conselho que eu uso sempre: quando você tem um problema não o resolva de cabeça quente. Deixe-o de lado e vá dormir. No outro dia ele tem outra forma, outra cor e outro tamanho; encarando dessa forma você vai encontrar a solução mais facilmente.

A principal característica que puxei do meu pai foi o gosto pelo trabalho. E também sempre achar que seu trabalho pode ficar melhor!

Não tenho palavras para descrever a alegria de ter inspirado o meu pai a criar um personagem, o Dr. Spada. Às vezes me belisco para ter certeza de que não é um sonho! E não quero acordar.

Meu pai gosta de presente, mas gosta muito mais de pessoas e de festa. O melhor presente de Dia dos Pais seria ter todos os filhos reunidos, comemorando em volta dele.

 

Foto Mauricio de Sousa e seu filho Mauricio TakedaMaurício Takeda e Sousa

Assim como meu pai, sou bastante notívago; fico até altas horas da madrugada na frente do computador. Eu vejo meu pai como um grande sábio. Por mais que eu queira esconder ou estiver com algum problema, eu sempre tenho a sensação que ele sabe o que se passa comigo, porque no final das contas, ele vem e me fala algo reconfortante.

Apesar de não ser algo que influencie no meu dia a dia, é uma honra servir de inspiração para um personagem tão querido como o Do Contra e fazer parte da história da turminha.

A união familiar é algo que ele preza muito. Nesse Dia dos Pais, reunir não só os filhos, mas o restante da imensa família, traria muita alegria a ele.

 

Valéria Signorelli e Sousa

Acho que o senso de humor é uma coisa que a família inteira tem em comum com meu pai. E, no meu caso, a sobrancelha com certeza é igualzinha à dele! (risos) Meu pai me dá conselhos todos os dias; na verdade acho que pais são todos iguais, só mudam de endereço né? “Vai com calma”, “fala mais baixo”, “pense mais um pouco”… Sinto que ele é mais amigo do que pai.

No trabalho ele é bem exigente. No entanto, a gente que é filha sabe no olhar dele o que ele precisa, já sabe o que ele vai falar. E os prazos são sempre pra ontem! Hoje já não trabalho mais na empresa; era assistente de diretoria internacional. Viajava bastante para fora, mas resolvi que precisava ficar um tempo em casa, com os meus filhos. Se depender do dólar é melhor ser do lar! (risos) Mas é provisório, quero voltar a trabalhar.

Meus personagens favoritos são o Cebolinha e o Chico Bento. Eu e a Vanda aparecemos menos nas histórias, mas estamos lá; em uma historinha da Turma da Mônica Jovem eu era babá de duas crianças, que na verdade representam os meus filhos mesmo. Se eles leem as historinhas? De vez em quando – eles são da geração internet né? (risos)

Não teria presente melhor para o meu pai do que reunir todos os filhos. Sabe aquela bagunça boa em família? Seria ótimo para todo mundo também matar a saudade um do outro e colocar o papo em dia.

 

Vanda e Valéria
 

Vanda Signorelli e Sousa

Sou igualzinha ao meu pai! Fisicamente lembro muito e nossa personalidade também é parecida. Gosto de estar em família, conversar, contar histórias… Só não sei desenhar! (risos)

Acredito que eu sou uma das filhas que mais conversa com ele; para mim ele é mais amigo do que pai. Quando minha mãe faleceu, eu e a Valéria ainda éramos muito novas e ele ficou com a função de “pãe”. Sendo assim, não tem assunto que não converso com ele, desenvolvemos essa liberdade para falar sobre tudo.

Conselhos? Acho que eu dou mais conselhos para ele do que ele para mim! (risos) Mas acho que ele sempre me conforta; para mim, o mundo está doente, só que ele sempre está lá para dizer que vai ficar tudo bem e que o importante é a gente se sentir bem consigo mesmo e ser feliz. Só assim podemos fazer alguma coisa pelo mundo em que vivemos.

Eu e a Valéria viramos personagens também, mas não aparecemos muito. Até os nossos amigos perguntam “e aí, vocês não vão aparecer em mais historinhas?” (risos). Já na empresa cuido de Projetos Especiais: parcerias, conteúdos educativos, patrocínios, exposições… E cuido do “seu” Maurício também! Sou eu que pego no pé dele, que implico se o escritório está bagunçado, que vigio se ele está cuidando bem dele.

Aos 80 anos, os melhores presentes que meu pai pode receber são saúde, paciência e ainda mais tempo de vida para curtir com a gente!

 

Foto - Mauricio e Marina - divulgação MSPMarina Takeda e Sousa

Acho que a principal característica que puxei do meu pai (tirando desenhar, claro!) é o otimismo. Sou criativa como ele, e sendo assim a gente sempre acredita que tudo tem uma forma de dar certo. Ele sempre me aconselha de alguma forma, na vida pessoal e profissional, mas o principal conselho que ele me deu foi nunca desistir dos meus sonhos.

Ser uma personagem dele é legal, mas não fico pensando muito nisso! (risos) O que eu gosto mesmo é do carinho das crianças. Sabe, elas me encontram e dizem ‘ah, você é a personagem que eu leio no gibi!’. É engraçado!

Trabalhar com o meu pai quase não é trabalhar. É tão divertido! Nós lemos os roteiros das histórias juntos, temos um contato diário e direto. Discutimos as histórias, ideias e toda a parte criativa do que é publicado. Um novo desafio para mim foi a revista da Tina: a gente precisa mesmo buscar novos leitores, e o público adolescente está mudando cada vez mais rápido. Criar uma revista para eles foi um trabalho bem interessante, apesar de às vezes eu me sentir meio velha para isso (risos).

A relação familiar e de trabalho é muito próxima com o meu pai. Às vezes estamos almoçando ou viajando juntos e começamos a falar de trabalho, mas é tão natural que nem percebo. Nesse Dia dos Pais, acredito que, mais do que qualquer coisa material, o melhor presente para ele seria ter todos os filhos reunidos para um almoço ou jantar. Seria incomparável.

 

Marcelinho sózinhoMarcelo Pereira de Sousa

Puxei do meu pai o otimismo e aprendi com ele a confiar em mim, ter segurança nas coisas que eu faço. Também acho que nós dois somos distraídos demais… (risos) Meu pai está sempre alegre e eu tento ser como ele, seguir esse exemplo.

O conselho mais frequente que ele me dá é apenas uma palavra: juízo! (risos) Estou no último ano do Ensino Médio, acabei de voltar da viagem de formatura com o pessoal do colégio e logo mais começa a época dos vestibulares. Ainda não tenho certeza total do que quero fazer e isso me preocupa um pouco… Meu pai tenta me deixar mais tranquilo em relação a isso.

Fui o último dos filhos a virar personagem e é verdade que eu pedi para ele não me transformar em um. Poxa, ele queria criar o Marcelinho Certinho! Eu ia sofrer muito bullying! (risos) Só que depois eu mudei de ideia e pedi para ele me transformar em personagem; aí o Marcelinho nasceu neste ano.

Já estou pensando no que vou dar de presente para ele… Queria fazer alguma coisa, não comprar. Há um tempo eu fiz uma caricatura dele vestido de Chaves; entreguei cantando “se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda” (risos). Ele se divertiu muito; quero fazer algo que deixe ele bem feliz de novo.поисковое продвижение