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Entrevista

Violino rock’n’roll

David Garrett une elementos da música clássica e do pop em suas apresentações. Pela primeira vez no Brasil, ele conta à #UniversoFnac suas inspirações e relembra o início da carreira

Entrevista

Violino rock’n’roll

jenniffer.hoche • 01 de agosto de 2015 • 09h00

Por Carolina Porne

Prepare-se para conhecer David Garrett. Nascido na Alemanha, o violinista tem encantado o mundo com sua habilidade de, com violino, transformar hits do rock e da música pop. Começou a tocar violino aos quatro anos de idade; aos 12, já havia assinado seu primeiro contrato com uma gravadora. Hoje, prestes a completar 35 anos, Garrett fez sua primeira turnê pela América do Sul, divulgando seu mais novo álbum, ‘Caprice’.

O artista passou por São Paulo em julho para uma única apresentação, no Espaço das Américas; na mesma semana, participou de sessão de autógrafos na Fnac Morumbi. Em entrevista exclusiva à #UniversoFnac, David Garrett fala sobre suas influências musicais – confira!

 

Você se interessou pelo violino muito jovem. O que o atraiu no instrumento?
Antes de qualquer coisa eu gosto do aspecto lírico do violino; você consegue transmitir diversas emoções ao tocá-lo. Ele também é bem próximo à voz humana, então como eu não tenho uma voz tão boa para cantar eu toco violino (risos). Sempre fiz essa relação, entre violino e voz. Comecei a tocar quando tinha quatro anos, realmente era bem jovem.

E você também era bem jovem quando começou a trabalhar com música…
É verdade, eu comecei a me apresentar muito cedo. A primeira apresentação que fiz, com uma orquestra mesmo, eu tinha nove anos; depois disso, tudo começou a andar muito rápido. Com 12 anos eu já havia assinado meu primeiro contrato com uma gravadora. Quando olho para trás e penso nesse começo da minha carreira eu fico muito feliz e orgulhoso de ter começado tão cedo.

Que conselho você daria para alguém que deseja aprender a tocar violino?
Tenha paciência! Vai ser preciso praticar muito tempo antes de começar a se apresentar, então é preciso controlar a ansiedade e ter foco. E aproveitar esse momento desde o começo.

Quando se mudou para Nova York, você teve diversos empregos, de atendente em café à modelo. O que essas outras profissões ajudaram na sua carreira como músico?
Claro que nenhum desses empregos me ajudou a ter mais ou menos habilidade com o violino, mas trabalhar com outras coisas me fez ver que emprego maravilhoso eu tinha sendo músico, de como seria melhor que meu trabalho fosse algo pelo qual eu fosse realmente apaixonado. Fez com que eu desse mais valor à música e vê-la de fato como uma maneira de ganhar meu próprio dinheiro.

MBI_23_DavidGarret (1)De onde surgiu a ideia de incorporar elementos da música pop e do rock ao violino clássico?
Isso começou quando eu estava morando em Nova York. Eu estava estudando música, estava exposto à apreciação de diversos gêneros musicais; meus amigos também não estudavam apenas o clássico, mas o rythm’n blues, o rock… E eu comecei a ser chamado por eles para ajudar a elaborar arranjos desses estilos musicais para os projetos deles, a maioria das vezes nas partes da música que iriam envolver dança. Foi assim que entrei nesse universo.

Essa mistura fica bem clara em seu álbum mais recente, Caprice, que conta com as participações especiais de Andrea Bocelli (clássico) e Nicole Scherzinger (pop). Como foi o contato com esses dois artistas para que participassem do disco?
Acredito que o que nós temos em comum é que nós todos amamos música. Tanto Bocelli quanto Nicole têm vozes maravilhosas; eu a encontrei há quatro ou cinco anos em Londres, em uma apresentação que ela cantou “The Music of The Night”, de O Fantasma da Ópera, e fiquei impressionado. Naquele momento eu comecei a pensar em convidá-la para participar de um projeto meu e começamos a verificar agendas.

Que artistas o inspiram?
Entre os clássicos Niccolò Paganini, Franz Liszt, Arthur Rubinstein, William Primrose, Pablo Casals e muitos outros artistas. Já dentro do rock e do pop, gosto muito de Guns’n Roses, Led Zeppellin, Mettalica, Green Day e Queen. São minhas bandas favoritas.

Você conhece algo de música brasileira?
Ah, agora vou me sentir mal respondendo essa pergunta! (risos) Como eu nunca estive na América do Sul não tenho muito contato com a música do Brasil e de países vizinhos; acabo focando na música local europeia e também a americana. Eu sou assim, gosto de ir aos lugares e ver que tipo de música as pessoas amam e ter contato com essas canções; com certeza durante a minha viagem ao Brasil eu terei tempo de aprender mais sobre a música brasileira.

Você tem contato com seus fãs brasileiros?

Sim! Eu recebo muitas mensagens, principalmente pelo Twitter, de fãs de vários países, inclusive do Brasil. Estou ansioso para encontrá-los no show.церковь духовного возрождения