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Livros

ABC Shakesperiano

Em 2016 completam-se 400 anos da morte de William Shakespeare, um dos autores mais importantes da literatura mundial. Viaje pelo tempo conosco entre especulações se ele realmente escreveu seus trabalhos, sua vida pessoal e obras inesquecíveis

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ABC Shakesperiano

jenniffer.hoche • 01 de abril de 2016 • 15h18

Sonetos

A obra Sonetos foi publicada em 1609; foi o último trabalho de William Shakespeare que não era relacionado ao teatro. São 154 poemas, que tratam de temas como amor, morte, sexo e a passagem do tempo.  Não se sabe ao certo se Shakespeare escreveu todos os sonetos para a composição do livro ou se eles foram feitos ao longo dos anos até a data de sua publicação.

 

Hamlet

É a obra de Shakespeare que foi mais vezes encenada e adaptada. Pesquisadores acreditam que foi escrita no período entre 1599 e 1602. A peça se passa no castelo de Elsinor, na Dinamarca; o príncipe Hamlet é obrigado a se vingar de seu tio Cláudio, acusado de assassinar seu pai para tomar o poder. No entanto, Hamlet não apresenta nenhuma inclinação para cometer tal crime, que exige planejamento e sangue frio. Só que sua posição o obriga a percorrer esse caminho sem volta.

 

Anne Hathaway

Você deve estar pensando na atriz de Os Miseráveis e O Diabo Veste Prada, mas não se confunda; Anne Hathaway também é o nome da esposa de William Shakespeare. O escritor se casou aos 18 anos de idade, em 1582. Anne já estava grávida quando isso aconteceu; o casal teve três filhos: Susanna e os gêmeos Hamnet e Judith. Após o nascimento das crianças, Shakespeare se afastou por anos da cena cultural londrina, período esse que ficou conhecido como “os anos perdidos de Shakespeare”, por não conter registros históricos e de produção escrita.

 

King’s Men

Entre 1585 e 1592 William Shakespeare começou uma carreira bem-sucedida em Londres como ator, escritor e um dos proprietários da companhia de teatro chamada Lord Chamberlain’s Men, mais tarde conhecida como King’s Men. Com a morte de seus três dramaturgos, Robert Greene (1592), Christopher Marlowe (1593) e Thomas Kyd (1594), o palco, em grande parte, passou a pertencer a Shakespeare, que escrevia duas novas peças por ano, em média. O grupo existiu ao longo de 48 anos.

 

Elizabeth I

O reinado de Elizabeth I abriu muitas portas para o desenvolvimento cultural e artístico, e é justamente nesse período que o trabalho de Shakespeare se insere. As peças elaboradas nesse momento histórico, conhecidas como teatro elisabetano, se tornaram os alicerces para o que foi produzido e apreciado depois pela alta sociedade britânica. Vale ressaltar que as peças de teatro nessa época não eram apenas assistidas e encenadas; as peças eram lidas, e tinham um público leitor bastante fiel.

 

Sonho de Uma Noite de Verão

Talvez a comédia mais famosa de Shakespeare, Sonho de Uma Noite de Verão foi escrita em meados da década de 1590. A história apresenta quatro personagens principais que se envolvem em uma confusão amorosa: Lisandro, Hérmia, Helena e Demétrio. Os quatro fogem para uma floresta encantada, povoada por elfos, fadas e diversos outros seres mágicos, dentre eles o Rei dos Duendes, Oberon. Com a ajuda do elfo Puck, ele planeja pregar uma peça em Titânia, Rainha das Fadas: ele lança um feitiço que faz com que qualquer pessoa se apaixone pelo primeiro ser que ver pela frente, seja humano, animal ou mágico. E, claro, os apaixonados fugitivos vão cair nessa história.

 

Proibido

O amor impossível de Romeu e Julieta talvez seja uma das obras mais lembradas de William Shakespeare. A peça que apresenta o conflito entre Montecchios e Capuletos foi escrita entre 1591 e 1595. Classificada como tragédia, também apresenta momentos de comédia, e, talvez justamente por isso, tenha despertado tanto o interesse do público. Romeu e Julieta foi inspiração para diversos outros trabalhos artísticos, como pinturas, músicas e romances.

 

Eduardo III

Além dos dramas e comédias, William Shakespeare também escreveu peças históricas. No entanto, Eduardo III é uma obra que divide as opiniões dos estudiosos: há quem diga que a obra não é dele. Outros afirmam que o texto reúne todos os elementos que caracterizam o estilo shakesperiano. A peça é dividida em duas partes: a primeira apresenta o Conde de Salisbury sendo resgatado pelo Rei Eduardo III e lhe jurando sua própria vida. A segunda parte apresenta o confronto contra o exército francês.

 

A Megera Domada

A Megera Domada foi uma das primeiras comédias de costumes escritas por Shakespeare, datada do começo da década de 1590. O autor nos apresenta Catarina, a ousada e irrefreável primogênita de Batista. Nenhum homem se interessa em casar com ela, enquanto dois rapazes disputam a mão da irmã mais nova, Bianca. No entanto, Batista se recusa a ver sua filha mais nova casar sem que a mais velha também encontre um marido. Começa então a busca dos rapazes por um pretendente para Catarina, que acaba sendo Petruchio, um aristocrata de Verona. A história serviu de base para três telenovelas brasileiras: O Cravo e A Rosa (2000 – 2001), O Machão (1976 – 1978) e A Indomável (1965).

 

Rei Lear

Essa peça é considerada a obra-prima de Shakespeare. Foi escrita por volta de 1605 e encenada pela primeira vez no ano seguinte; em 1608 foi impressa, para atender ao público leitor da época, e reimpressa, em versão revisada, em 1623. Ou seja, foi um grande sucesso na época e chama a atenção dos apaixonados por literatura e teatro até hoje. Inspirado em lendas britânicas, a obra conta a história de um rei que é traído por duas de suas três filhas, àquelas a quem ele havia confiado seu reino e legado. Em comemoração aos 400 anos da morte do autor, a BBC irá produzir uma adaptação de Rei Lear para a televisão, que será protagonizada por Anthony Hopkins.

 

Extensão da obra

Shakespeare é o dramaturgo mais adaptado nos palcos; apenas durante o século XX foram mais de 50.000 produções e adaptações de suas obras, realizadas em diversos países. Grandes pensadores como Arthur Schopenhauer, Freud e Goethe foram estudiosos da obra de Shakespeare. No Brasil, Machado de Assis foi bastante influenciado por sua obra; na introdução de A Cartomante, Assis utiliza a frase “há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia”, frase que pode ser encontrada em Hamlet.