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Cinema

Afonso Poyart: “o universo da luta é muito interessante; o UFC é essencial para o esporte”

Diretor de Mais Forte Que o Mundo – A História de José Aldo fala em entrevista exclusiva sobre o processo de produção do filme e seus próximos projetos

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Afonso Poyart: “o universo da luta é muito interessante; o UFC é essencial para o esporte”

jenniffer.hoche • 14 de setembro de 2016 • 17h01

Como foi a produção de Mais Forte Que o Mundo – A História de José Aldo?

Foi uma produção muito difícil! Na verdade acho que não existe filme fácil, mas esse foi um projeto ambicioso pelo tamanho. É sempre difícil manter-se dentro da verba e ainda fazer um trabalho diferenciado, mas de modo geral foi um prazer voltar ao Brasil e filmar aqui após a experiência de dirigir um filme americano (Presságios de Um Crime, com Anthony Hopkins): essa conexão com elenco e equipe; essa energia de filmar ao lado de grandes parceiros, não tem preço.

 

O MMA é um esporte com fãs muito fiéis. O que recebeu de retorno desse público em relação ao filme?

Esse público gostou e gosta muito do filme. O UFC foi nosso parceiro nesse projeto e junto deles pude conhecer mais sobre o universo da luta, que é muito interessante. Você entende o caminho dos atletas e como o negócio funciona. Acho o papel do UFC absolutamente essencial para o esporte: é um evento capaz de remunerar os lutadores e tem exposição mundial! Isso impulsiona toda uma atividade econômica dentro do esporte, e o Brasil é um grande expoente do MMA.

 

 

 E como foi receber a indicação para o Los Angeles Brazilian Film Festival?

Foi muito especial, pois tenho muito carinho pelo festival e acho muito importante o papel do LABRFF. Meu primeiro filme, Dois Coelhos, foi exibido no LABRFF e ganhei o Prêmio de Melhor Diretor. Foi incrível!

 

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No começo da sua carreira você dirigiu videoclipes musicais, um espaço que certamente permitiu que você experimentasse mais em termos de imagem. Qual foi o clipe mais marcante que você dirigiu?

Acho que foi o clipe “Ela Vai Voltar”, do Charlie Brown Jr. Foi muito intenso trabalhar com o Chorão, e eu ainda tinha acabado de terminar com uma namorada na época (risos), então o tema da música tinha tudo a ver, e no final ela voltou mesmo!

 

 

Quais são os seus próximos projetos?

Estou desenvolvendo trabalhos aqui no Brasil e nos Estados Unidos. Posso destacar a adaptação de um quadrinho cult brasileiro chamado Doutrinador, um filme sobre o naufrágio do Bateau Mouche e uma ficção científica sobre próteses robóticas, destinada para o mercado Internacional. Também estou produzindo uma comédia aqui e tenho acompanhado o desenvolvimento de Two Birds, que é o remake de Dois Coelhos nos EUA.

Por Carolina Porne