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De ‘A Grande Aposta’ a ‘Procurando Dory': os filmes que marcaram o ano

O crítico de cinema Sérgio Rizzo fala sobre filmes que ganharam destaque em 2016 e previsões para o próximo ano

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De ‘A Grande Aposta’ a ‘Procurando Dory': os filmes que marcaram o ano

jenniffer.hoche • 10 de dezembro de 2016 • 08h43

Este ano o cinema de animação se destacou com o retorno da Pixar em dois longas-metragens, O Bom Dinossauro e Procurando Dory, entre outros lançamentos. O que podemos esperar para 2017?

Faz um bom tempo que o cinema de animação corresponde a uma das principais fatias de faturamento da indústria americana. Sua grande ocupação de mercado tem sido uma constante, sobretudo no período das férias. O calendário de 2017 traz continuações de êxitos de bilheteria (Meu Malvado Favorito 3, Carros 3) e novas apostas de grandes estúdios, como Boss Baby, da DreamWorks, e Coco, da Pixar.

 

A Grande Aposta e O Regresso foram premiados este ano. Quais os grandes diferenciais desses filmes?

Esses dois filmes tiveram bom desempenho no nicho dos “filmes de Oscar”, dramas de prestígio que chegam juntos ao Brasil no início da temporada (nos EUA, são lançados ao longo de todo o ano). Prefiro A Grande Aposta, por sua agilidade narrativa, pela capacidade de “mastigar” um assunto muitas vezes difícil, pelo humor e pelas ótimas interpretações. O Regresso beneficiou-se muito do “recall de marca” de Leonardo DiCaprio e Alejandro González-Iñarritú (surfando na onda da mídia desde a vitória no Oscar do ano anterior por Birdman).

 

A exposição de Tim Burton em São Paulo, bem como a estreia de O Orfanato das Crianças Peculiares, trouxe luz de volta ao trabalho do diretor. Como você avalia a jornada do diretor?

A carreira de Burton é mais variada do que parece, pois inclui também dramas como Ed Wood, Peixe Grande e Grandes Olhos. O Orfanato insere-se no eixo das fantasias de cores sombrias, que começa por Beetlejuice. Sua capacidade de trabalhar certos ingredientes para consumo de massas, como a expressividade visual e a construção de personagens solitários (e/ou angustiados), o transformou em um dos mais rentáveis diretores dos últimos 30 anos.

 

O cinema brasileiro teve destaque com Aquarius e a estreia recente de Pequeno Segredo. Acredita que, assim como Aquarius teve destaque em Cannes, Pequeno Segredo pode ter um lugar na disputa pelo Oscar?

 A disputa pelo Oscar de filme estrangeiro é altamente imprevisível. Depende de inúmeros fatores. Só com bola de cristal, e bem ajustada.

 

Na sua opinião, qual filme de Natal é inesquecível? Por quê?

A Felicidade não se Compra é o que primeiro me vem à memória. No contexto americano, estabeleceu um padrão difícil de ser alcançado, como divertimento engrandecedor e sentimental para consumo da família.

Por Carolina Porne