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Em busca do clique perfeito

Gustavo Arrais, fotógrafo e jurado da Maratona Fotográfica Fnac, dá dicas para quem quer buscar boas fotos

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Em busca do clique perfeito

jenniffer.hoche • 05 de dezembro de 2016 • 08h43

Como foi ser jurado na Maratona Fotográfica Fnac deste ano?

Ser jurado na Maratona Fnac 2016 foi muito interessante porque além de poder avaliar o nível fotográfico dos participantes tive a oportunidade de conhecer parceiros que agregaram muito a discussão sobre a fotografia contemporânea brasileira.

 

Quais os maiores desafios de quem só tem um dia para conseguir a foto perfeita?

Acho que é encontrar não só a imagem que reflita o motivo que foi proposto, mas a situação que faça com que ela seja única e diferente de todos os outros observadores que já passaram por ali.

 

Ultimamente você tem se dedicado ao projeto Lens Light. Pode nos contar um pouco mais sobre ele?

Uma das características mais marcantes do ensaio é que usamos lâmpadas alternativas ao mundo fotográfico profissional, como lâmpadas fluorescentes, lâmpadas de led, bastões de led, entre outros.O resultado é muito interessante pois cada artista age da maneira que quiser no ensaio, uns aproveitam a estética de luz de beleza e exploram a vaidade de sua imagem outros desconstroem totalmente suas imagens perante o público e por aí vai. O objetivo é editar um livro de retratos no formato tablebook moderno com todo este material e uma exposição conjugada para o lançamento que pode ser para segundo semestre de 2017 ou 2018.

 

capa #UF Junho 2016Neste ano você também clicou nossa capa da #UniversoFnac com Tânia Khallil e Jair de Oliveira (junho/2016). Qual o segredo para fotografar pessoas tão bem?

Ser autêntico. Não digo ser autêntico com o retratado apenas, porque isso é quase uma regra, mas autêntico consigo mesmo, entender que o que você está realizando não é só mais um registro de imagem onde você pode demonstrar toda a sua técnica. Tudo isso é importante, mas o respeito pelo artista e pelo seu trabalho são primordiais para ter sua marca no mundo da fotografia. Acredito na cumplicidade no momento do clique, no respeito mútuo. Se os dois lados entendem isso, você tem mais do que um mero registro; você tem uma fotografia de verdade.

 

Que dicas você daria para alguém que gosta de fotografar e pensa em seguir carreira?

Se você quer ser um fotógrafo e viver disso, estude: faça quantos cursos achar necessário para se interar da técnica, mas não deixe de ser assistente de pelo menos uns três fotógrafos diferentes e que você admire, porque é na prática do dia a dia de um estúdio que você vai realmente aprender a lidar não só com a fotografia em si, mas com o mercado que engloba toda essa arte. Apertar um botão disparador é o mais fácil de toda a história, porém fazer tudo acontecer, ter o resultado esperado pelo seu cliente com maestria e profissionalismo é o que vai fazer você sair do nicho “entusiasta” para “profissional”.

Por Carolina Porne