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No mês em que Cinquenta Tons Mais Escuros chega aos cinemas, apresentamos novas autoras para quem é apaixonado pelo universo de E.L. James

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jenniffer.hoche • 02 de fevereiro de 2017 • 14h06

E.L. JamesE.L. James – o fenômeno

Foi como uma epidemia: de repente, em todos os lugares onde se entrava, havia pessoas segurando Cinquenta Tons de Cinza. O livro arrebatou o público, tornou-se best seller e foi para os cinemas. Em pensar que tudo começou com uma fanfic (história escrita por fãs com personagens ou celebridades já conhecidas) de Crepúsculo, outra bem sucedida série de ficção.

Erika Leonard James, mais conhecida por suas iniciais, criou Anastasia, Christian Grey e todo o universo da trilogia Cinquenta Tons. Na trama, Anastasia conhece Grey a partir de uma entrevista para o jornal e os dois se envolvem em um relacionamento conturbado e arrebatador. Ana é apresentada ao universo do bandage, sadismo e masoquismo. Em fevereiro os personagens voltam ao cinema com o segundo filme, Cinquenta Tons Mais Escuros; o primeiro faturou uma bilheteria de 569 milhões de dólares.

Cinquenta Tons de Cinza se tornou o romance britânico mais vendido da história, com quase 20 milhões de cópias vendidas no mundo todo. Há quem ame, há quem odeie, mas uma coisa é certa: E.L. James tanto abriu as portas para novas escritoras de histórias eróticas, quanto reacendeu o interesse pelas grandes autoras do passado.

 

Saiba mais:

E.L. James: Fnac promove série de encontros de fãs em parceria com a editora Intrínseca

 

As contemporâneas

SylviaDay- Sylvia Day

Autora best seller em mais de 20 países, Sylvia Day conquistou tantos fãs quanto E.L. James. Ela é uma das autoras mais lidas no mundo, e não apenas por seus livros eróticos. No entanto, foi a série Crossfire (Toda sua, Profundamente sua e Para sempre sua) que abriu as portas de Sylvia para o mundo.

Sylvia já deu diversas entrevistas nas quais definiu que sua assinatura literária são as tramas protagonizadas por casais que buscam a felicidade através da interação sexual. Ela já foi bastante comparada a autora de Cinquenta Tons, já que costuma ter personagens masculinos poderosos, mas que se sentem vulneráveis perto da protagonista, bem ao estilo Anastasia e Grey.

Nascida em Los Angeles, viaja com frequência para Nova York, duas cidades que considera fervilhantes e inspiradoras para suas histórias. Além dos livros, Sylvia mantém uma revista digital, a Beyond Words.

 

Audrey Carlan- Audrey Carlan

Erotismo com uma boa pitada de suspense: essa é a receita de sucesso de Audrey Carlan. A autora americana conquistou o mundo com os seus livros picantes, em especial a série A Garota do Calendário, composta por 12 livros, cada um para um mês na vida de Mia Saunders. A heroína de Audrey precisa de dinheiro para pagar o agiota que ameaça matar seu pai. Ela então passa a trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa.

A trama conquistou leitores ao redor do mundo e fez com que Audrey Carlan se tornasse mais uma das herdeiras de E.L. James. Agora, com o final de A Garota do Calendário, os fãs estão ansiosos pela nova obra da autora. O que será que vem por aí?

 

As românticas

Anna Todd- Anna Todd

Assim como Cinquenta Tons de Cinza, a saga After, de Anna Todd, também surgiu de uma fanfic. No caso dela, uma história protagonizada por personagens a imagem e semelhança dos integrantes da boyband One Direction – o que de cara já fez com que a autora conquistasse centenas de fãs no mundo todo. A trama de After nos apresenta Tessa, uma jovem de 18 anos que acaba de entrar na faculdade. Logo no primeiro dia no campus, ela, que está acostumada a uma vida romântica ao lado do namorado de escola, conhece Hardin, um jovem rude, tatuado e com piercings que implica com seu jeito de garota certinha. Os dois se envolvem em um relacionamento ao mesmo tempo sensual e turbulento.

A inspiração para uma personagem em um relacionamento com o namorado do colégio vem da própria Anna, que é casada com o seu primeiro e único amor. Ele é militar e serviu por anos no Iraque; no tempo em que esteve sozinha, além de ter diversos empregos, Anna escreveu suas histórias. Ela, que é leitora compulsiva, fã de boybands e apaixonada pela escrita, conseguiu unir suas paixões e, com elas, conquistar vários fãs.

 

Megan Maxwell- Megan Maxwell

Desde 2010 Megan Maxwell escreve romances com boas pitadas de erotismo; em 2012, com o lançamento da série Peça-me O Que Quiser, alcançou novos leitores. Ela, que é alemã, mas mora na Espanha, trabalhou no Poder Judiciário por muitos anos. Quando seu filho adoeceu, ela passou a ficar em casa e, com isso, começou a ler mais romances, até ter vontade de escrever o próprio. Começa a ter aulas de escrita e literatura pela internet, até que sua professora a incentiva a lançar seu primeiro livro. Vale lembrar que Megan Maxwell é o pseudônimo da escritora.

Em Peça-me O Que Quiser, a autora nos apresenta a história de Judith Flores, uma secretária espanhola, e seu chefe, o alemão Eric Zimmerman, também conhecido como Iceman: um homem muito sério e com os olhos azuis mais intensos que ela já viu. Ela passa a acompanha-lo em compromissos que vão além do trabalho, vivendo fantasias eróticas pouco convencionais.

 

Bella Andre- Bella Andre

Com mais de cinco milhões de livros vendidos no mundo todo, Bella Andre atingiu o topo de diversos rankings literários, como, por exemplo, o do jornal americano The New York Times. Seus livros, traduzidos para mais de 10 idiomas, trazem histórias sensuais, românticas e inspiradoras também.

Sua mais conhecida série de livros é sobre a família Sullivan, com mais oito títulos publicados, cada um sobre um membro da família, contando suas histórias em busca do amor, com muita sensualidade. Um dos fatores que atrai os leitores é que a série não precisa ser lida na ordem em que foi lançada, já que se tratam de histórias independentes.

 

As brasileiras

Hilda Hilst- Hilda Hilst

Considerada uma das grandes autoras do século XX, Hilda Hilst escreveu prosa, poesia e textos para dramaturgia. Formada em Direito, mudou-se de São Paulo para Campinas (SP). Ali viveu na famosa Casa do Sol, um espaço pensado por ela para exercitar sua criatividade e que até hoje abriga o seu acervo literário e histórico.

Nem todos os textos de Hilda são eróticos, mas duas de suas obras são as principais do gênero no Brasil: A Obscena Senhora D. (1982) e O Caderno Rosa de Lori Lamby (1990). Este último chegou a ser adaptado para o teatro, enquanto A Obscena Senhora D. foi traduzido para outros idiomas. Seu estilo não tem nada de romântico; as relações sexuais são contadas de forma explícita e muitas vezes chocante, como o fato de Lori Lamby ser uma garota de oito anos que vende seu corpo. Corajosa, Hilda não tinha medo de questionar temas considerados tabus à época, como a morte, o sexo, a loucura e o divino.

Gilka Machado- Gilka Machado

Aliando sensualidade ousada ao primor pela forma, Gilka Machado é considerada a primeira poetisa erótica brasileira – e quase foi também a primeira mulher na Academia Brasileira de Letras. Ela foi convidada por Jorge Amado para integrar o grupo logo que se abriu a possibilidade de ter mulheres na Academia, mas recusou. No entanto, sua obra foi premiada pela mesma entidade anos depois.

Seus versos são ao mesmo tempo sensíveis e marcantes. Ela, que começou a escrever aos 13 anos, chamou a atenção do público após a publicação de Meu Glorioso Pecado (1928).

- Olga Savary

Somente 60 anos depois do livro de Gilka Machado a literatura brasileira ganhou sua segunda autora de poesia erótica: Olga Savary.  E adivinhe só onde ela finalizou esse livro, Magma? Na Casa do Sol, de Hilda Hilst. Ela, que pretendia passar um final de semana na casa da autora, acabou por ficar um mês, e assim finalizou Magma.

Na obra de Olga, o erotismo aparece como uma grande força feminina em igualdade com a masculina. Ela sempre defendeu o direito da mulher em se expressar, não apenas quando o assunto é sexo, mas em todos os aspectos. Ainda viva, Olga não lança livros novos desde o final da década de 1990, mas acumula diversos prêmios literários. Vale a pena conhecê-la!